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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Um Céu Aberto

Como Ter Um Céu Aberto Em Sua Vida

A vida, a gente complica, depois quer que Freud explica.
Nada seria difícil se aprendêssemos a dizer não para tudo que não desejássemos junto à nós... se não quer arroz com feijão, por desejar uma porção de salada, então diga não e vai buscar o que você realmente quer.
No amor se faz o mesmo, porque um amor pode sim chegar a um fim ou então, nem amou, se enganou, acreditou que poderia um dia virar um amor mais forte.

Dizer não, sair de um relacionamento com dignidade, coragem de enfrentar as barreiras que estarão diante de um fim. Dizer não do mesmo modo que conseguimos dizer por tantas coisas que não conseguimos aceitar.
Diga "não quero" sem precisar errar ao dizer.

Quantos relacionamentos já não existem mais, e mesmo assim, continuam vivendo se se querer. Quantos estão em uma canoa flutuante, esperando encontrar terra firme e jamais encontram. Quantos estão distantes, como se estivessem em uma ilha, mas na verdade, tem um mundo diante de seus olhos. Vive ilhado, esperando que, um dia possa novamente encontrar o que amou. Sim, o amou, porque esta nova vida distante, os afastam sem que percebam e por esta razão não tem mais sintonia.

O Não Entender o Porquê.

Não estão de mãos dadas para seguir adiante... estão somente acolhendo necessidades, que na verdade se torna obrigação, quando um não quer mais dar a mão. 
Só não deslaça, por não conseguir imaginar o mal que poderia causar àquele que já sabe que perdeu. Sabe, mas luta, rema contra corrente, rema para não naufragar ou finge que nada esta acontecendo.
Viver assim, é como acordar todos os dias com o pé esquerdo, nada é bom no seu dia.

Relações inacabadas por medo de ficar sozinho, de ser livre totalmente, de andar para qualquer lugar. E talvez, encontrar um céu aberto, um céu que não fecharia, pois teve coragem de encontrá-lo.
Pessoas tem receio de se libertar, e vão deixando relações mal vividas ofuscarem a sua luz, sua energia.
Tem vez que parece que a loucura é o único caminho para a felicidade. Aquela loucura que ninguém tem coragem de ver que existe dentro dele.
Existem relações que não tem fim, só porque aquele que deseja se libertar, se encontrar novamente, buscar o seu profundo eu, seu desejo maior, não consegue e fica adiando, pois é impossível se não souber negar. Vive dentro de si a desejar, vira pura acomodação. Como somo acomodados!


Se vê de tudo nesta vida para não ficar sozinho e no final, acorda todos os dias sozinhos. Este é o modo para se sentir vivo e se enganar. Procura sorrir por instantes, para esquecer que o lugar que deseja estar não era mais este.
Espaço vazio que um dia era tudo muito simples por ter tido amor, agora se tornou um buraco profundo. Quem te dava a mão para sempre emergir e flutuar vagarosamente aos seus novos desejos, não consegue mais estar presente.

Casais que não são capazes de enfrentar uma separação todo o mecanismo se trava. Vira ferrugem sem jeito de reparos... se dão tempo, perdem tempo, pois o tempo acaba e não se faz nada. E, a vitima, aquela que não queria estar vivendo tudo isto, aquela que fecha os olhos para não ver o que esta diante, fica frágil e a cada dia se torna mais doce do que nunca. 
Isto é uma insuportável demora para aquele que já sabe o que quer, pois, esta doçura ele não suporta. Fica tudo intragável e a vitima perde o fascínio e quanto mais demora ter um fim, mais frágil vai ficando. 

Cada relação perdida tem um modo diferente de ser. São tantos os tipos de fragilidades, de inconsequências, de intolerância. Depende muito do que viveu ou de como é uma pessoa que se relaciona. Existem relações destruídas, onde um deles se acha esperto e espera a vitima errar primeiro para julgá-la, condená-la... e assim, sair ileso de tudo, demonstrando o quanto é bondoso e sofrido por algo que ele já fazia bem antes. Existem aqueles que nem se amam mais, mas continuam com uma demonstração de ciumes porque tomam posse com se o outro ser fosse um de seus objetos que não conseguem se desfazer.


  
Melhor sentir os pés frios e viver sem a companhia de quem não desejamos mais estar em sua companhia, para poder conseguir esquentá-los, de uma maneira desejada, ao encontrar um amor que te faça ferver o sangue.
E, ao olhar para o céu, o ver a cada dia mais aberto para nós, por se sentir feliz de ser amado do modo que precisamos ou que almejamos, procurando não deixar morrer novamente este novo amor.

Autora: Aymée Campos Lucas 


3 comentários:

  1. O medo e a insegurança podem nos bloquear tanto para os encontros como para os desencontros...
    Deixamos de nos introduzir para quem nos atrai da mesma forma que tememos nos afastar de quem já não tem tanto significado para nós...
    Excelente abordagem deste tema que parecemos evitar...
    Muito prazer em te reencontrar, Aimée!
    Estou voltando à blogsfera!
    Bjs!

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  2. Há meio ano que não escreves... se é essa a tua paixão, deves continuar a fazê-lo..
    Estive ausente do meu bllogue mas voltei...porque eu sou uma contadora de histórias...estou visitando os amigos e gosto de ler o que escreves. Continua.
    Beijo
    Graça

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  3. Escrever é uma forma de sobreviver!

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