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Eu Gosto Muito de Escrever... Na Verdade, Eu Amo Escrever.



domingo, 26 de agosto de 2012

Justo Agora Que Te Beijei, Você Me Diz Que é Gay?!!


Eu Errei

-Justo agora que te beijei
Você me diz que é Gay?
Foi isto que, para ela, ele falou,
Quando ao improviso ela gritou,
Na festa que sua mãe preparou.
Ela fugiu assustada, enraivecida, apavorada...
Chorava pela estrada,
Ao ver seu sonho destruído
De um amor que poderia ter tido.
Ela só queria ir embora,
Correr pela estrada afora
Chora... chora... é isto que ela faz agora, 
Olhando tudo à sua volta
Com olhos de revolta.
Caminhava naquela noite de outono
Sem rumo, sem direção,
Com o coração na mão!
Naquele beijo ela se entregou
Pois da primeira vez que o observou,
Ela o amou, ela o desejou!

°°°°°°
Ele, distante dela
Ainda  naquela festa,
Se assustou
Pois aquele beijo o alegrou,
Aquele beijo o despertou, o animou, o excitou...
Aquele beijo foi tudo de diferente
Que um dia havia vivido
Que um dia experimentou
Aquele beijo foi quente
Ele só queria encontrá-la
No meio de toda aquela gente
E assim ele gritou...
Ele gritava, gritava,
Por não saber mais onde ela estava.
Não sabia se sorria de alegria ou se amargurava porque errou...
Ele sozinho falava
Eu errei, eu não sou gay!
Ele sozinho gritava em seu silêncio
Eu não sou gay! Não sou gay!
Ela é minha amada, minha amada!

°°°°°°
Depois de tanto caminhar,
Ela voltou...
Estava por perto, bem ali em seu jardim
Entre as folhas de outono e jasmim,
Que aos seus pés
Deslumbravam todo o chão,
Iluminado pela aquela lua
Que entre as árvores ela olhava!
Ela ainda chorava e pensava no que viveu... ela recordava!
Neste instante, sorria
Quando em sua mente, via 
Aquele rosto que era todo seu querer
Um jeito assim sereno de ser,
Que lhe fazia enlouquecer!
Em momento algum no passado,
Ela pôde conhecer esse seu lado
E, um mundo de recordações
Pairavam no ar, que com seu respiro forte
voavam ao soprar como plumas ligeiras
recordando de tudo
E de todas as maneiras...
Lembrou de seu diário
Que em seu quarto
Pousava em um pequeno armário
Ela sentiu vontade de voltar,
Retornar em sua casa
E, em seu leito repousar
Para ler mais uma vez
Tudo que nele escreveu,
Tudo que um dia viveu.

°°°°°°
Ninguém percebeu o que acontecia
Por nenhum instante notaram a sua ausência
Somente ele sentia uma carência,
Querendo sentir a sua presença,
Saber onde estava,
Sentir novamente o seu cheiro.
Ele sabia que ela voltava...
Assim entrou em seu quarto
Sorrateiro, faceiro...
Olhou seu travesseiro
O Abraçou, o acariciou.
Tudo em sua volta, ele olhou
Procurando desvendar  mistérios
Que ali poderiam existir
Bem perto estava o seu diário,
Não conseguiu resistir
E, folheando algumas paginas
Pode ver o que ela tinha a dizer
Sorriu ao perceber
Que tudo falava de seu ser!
E lendo, foi vendo...

°°°°°°
O Diário

Na página em que abriu
Sentiu emoção... sorriu
Seu nome era visível
Nunca percebeu... achou incrível!
E aquelas linhas, ele foi lendo
Sabendo o que estava fazendo:

"Meu amor,
Passei meses a sonhar
De um dia te conquistar.
Eu quero tanto te falar
Que adoro o seu olhar,
Que gosto de te ver quando sai para correr 
ou quando no parque
Havia sempre em mãos, um livro para ler!"

E girando a página continuava...

"Quando chegou a maior idade,
Você se foi para outra cidade
Para cursar uma faculdade.
Eu aqui sem saber o que fazer
Sentia saudade... tanta saudade!
Sei tanto sobre você... sei que seu pai sempre desejava
Que você fosse um doutor
E você dizia, que seria um escritor.
Eu te admirava,
Quando para mim você falava.
Eu desejava o que você desejava,
Queria que fosse um escritor
Só para me escrever, muitas cartas de amor!"


Neste momento, ele sorriu tanto... alucinadamente!
Girando páginas e páginas, ainda era dele que ela falava.

"Eu escuto sempre esta música
E penso em você, só em você!
Levando minha vida avante,
Aqui sempre sozinha, eu ficava 
Vivendo como uma estudante,
Querendo um dia me encontrar
No mesmo lugar que você estava!
Estudava e trabalhava
No restaurante da família
Ali tinha tanta gente,
Gente alegre, gente contente 
E eu sempre carente 
Porque você eu nunca te via
Eu queria... Mas não te via!

Quando chegava as férias
Você vinha voando
E eu passava o dia cantando...
Saber que você chegaria
Minha mente se tornava quente!
Eu era uma pessoa inocente...
Carente... Só você existia em minha mente!
Era férias de Agosto
Te esperava na janela, para ver seu rosto
Eu cada dia, crescia com um desejo
Aquele de te dar um beijo!

E quando chegava o natal??
Minha nossa! Não era normal...
Me vestia de um modo completamente fatal
Usava um vermelho brilhante
De um jeito insinuante
E quando você me olhava
Eu de longe me entregava!
Quando as férias terminava,
Eu passava dias infernais,
Esperando de novo te ver mais,
Como uma louca alucinada,
Eu estava apaixonada!"

°°°°°°°
Quanto mais ele lia
Mais ele sorria... sorria!

Ansioso demais ele estava
Queria olhar o rosto dela e pensava...
"O que posso dizer? Não posso estar calado!
Digo que estava errado, enganado
Digo o que estou sentindo
Digo que não estou mentindo!"
Tudo isto ele iria dizer...
Dizer que nunca esteve realmente com alguém
Em todo sua vida ele foi um solitário
Mas a faculdade o mostrou coisas loucas
E em uma festa um homem o beijou
Beijou ele e tantas outras bocas...
E desde então, ele se calou!
Ele nunca imaginou e nem vivenciou
Sentimentos fortes
Desde aquele momento ele se angustiava
Pensava todo dia... era uma agonia...
"Mas eu, quem sou?
Eu não acredito! Me sinto morto!"
Ali sozinho, passava dias a repensar:
"Se eu beijei... se eu deixei... deve ser porque gostei.
Minha nossa será que sou gay?
Foi assim que eu pensei.
Estou escutando esta sua música...
Escutava a sua música 
E te sentia única!
Desejava o mesmo que você...
Te olhar, te beijar e te tocar
Te abraçar forte
Sou um homem de sorte!"

E, escutando a musica repetia trechos que ouvia, pensando como faria...

"Quando eu te encontrar
Sei o que vou fazer
Eu já sei o que vou dizer.
Eu vou fazer você me querer
E, quando te encontrar, eu vou
Chorar, beijar e te abraçar!
E' isto que quero fazer,
Isto que quero dizer,
Chorar, beijar e te abraçar
Chorar... beijar... te abraçar...
Chorar... beijar... te abraçar!
Tanto... tanto!"

Um barulho o despertou de toda aquela recordação. 
Ela entrava em seu quarto, pensando de viver dias de solidão!


Ele fechou o diário  assustado, agitado
Coração saltitava todo animado!
Um sorriso incontrolável se fez
Ali demonstrou uma nudez...
Tirou toda aquela mascara
Que o escondia.
E ainda com um sorriso no rosto
Muitas desculpas, ele pedia.
Explicava tudo que pensou em dizer
Para que ela pudesse compreender.

Ela como toda calma o escutava,
Seu coração era paciente,
Nada mudou para ele, ele demonstrava...
Ele está feliz! Ele sente...
Coração contente, não era mais carente!

Um silêncio se fez!
O porquê daquele silêncio, somente dois olhares sabiam
Sabiam o queriam
Sabiam o que desejavam
Gargalhavam, se tocavam 
Descoberta para ele
Felicidade incontrolável para ela!

Neste momento os dois se beijaram, prometendo juras de amor. 
Se olhavam... se beijavam... se abraçavam!

Ele dizia:
-Te protegerei sempre! 
E quando não puder por algum motivo, 
Saiba que estarei pedindo a Deus... 
Pedirei a Deus de te proteger no meu lugar  
Quando longe de você eu estiver, 
Quando por algum motivo eu me ausentar
Em todo este tempo que ainda terei de estudar.
Sou seu namorado... sou próprio um apaixonado!

Ela com desejos pediu:
- Quando amanhecer
Eu quero ainda poder te ver
Bem aqui do meu lado,
Acordado, parado, calado, extasiado
Me observando, sorrindo para mim
Isto é tudo que eu mereço
Você para mim não tem preço!
Sabe, amor meu...
Mais que tudo, à Deus eu agradeço
Por ter revertido esta história
Isto é mesmo uma gloria!
Muitas vezes, eu amei sozinha
Mas em meu diário havia uma memória
E, foi assim que você se aproximou
Verdadeiramente de mim. 
Foi assim que a gente fez este final 
Se tornar completamente feliz!

E assim, aconteceu... ela adormeceu! E, pela manhã ele ainda estava ali, do jeito que ela desejou depois de uma noite de amor.

Autora: Aymée Campos Lucas