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Seja Bem Vindo em Meu Blog!
Desejo Muito que Possa Apreciá-lo. São Textos e Poemas Escritos Por Mim.
Eu Gosto Muito de Escrever... Na Verdade, Eu Amo Escrever.



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Veloso e Aymée Criaram um Conto de Fadas...

Esta Sim Que é  Uma Dupla da Pesada!

Se Você Quiser Eu Empresto Um Traço Meu.

A promoção "Se Você Quiser Eu Empresto Um Traço Meu..." continua!
A Brincadeira consiste em criar um roteiro para tirinhas com os meus personagens, vale tudo é voo livre! 
Vamos trocar figurinhas! 
Enviem seus roteiros para o SAC ( Serviço de Atendimento aos Comentaristas)do meu Blog  Bau do Veloso  VEM PARA O  BAÚ VOCÊ TAMBÉM!

E foi assim que tudo começou!

Eu vi este anuncio quando visitei  blog de Veloso... Eu visitava sempre o seu blog para ver novas
estorias do Morceguinho!
Eu adoro o Morceguinho! E quando ele adicionava novas tirinhas. eu corria para ver e aqui na frente do meu computador eu sorria e a cada dia eu amava mais este personagem!
Morceguinho conquistou meu coração! Ele é curioso, é esperto, inteligente e muito vivo.

Passei a considerar o trabalho de Veloso demais. Suas mãos são de fadas! Mente criativa e mãos poderosas. 
Seus desenhos são espetaculares e além de Morceguinho existe outras obras de maravilhar!
Realmente me sinto orgulhosa de poder ter tido a oportunidade de conhece-lo e mais que isto poder ter feito um trabalho em conjunto...
Ao entrar em seu blog e ver aquele aviso que postei  ali no inicio, eu me senti desafiada!
E quando alguém me desafia eu desejo provar que sou capaz, não consigo pensar diferente... 
Sempre fui assim: Eu posso! Eu quero! Eu faço!

E assim comecei a trabalhar com a minha mente e surgiu um conto de fadas maravilhoso! 
Surgiram também 3 Tirinhas geniais, feitas por mim e outra que também irei incluir aqui criada somente por Veloso para fazer um belo cenário aqui na Itália!

Eu criei um conto de fadas e Veloso criou todas as ilustrações para este conto!
E agora o nosso trabalho esta sendo divulgado aqui no meu blog e também no blog dele!
Isto para mim é divino, pois quando penso alto, eu vejo as mães lendo estorias para dormir aos filhos e vejo aquela criança falando:" Mãe conta aquela do Morceguinho!"
Já imaginou um futuro assim? Eu já! 
Sempre quando leio este conto eu imagino que isto poderá acontecer ...
E assim: Aymée e Veloso criaram um conto de fadas...
Esta Sim Que é Uma Dupla da Pesada!

Passados dias eu enviei o conto a Veloso que ao ler me disse até de ter se emocionado!
Eu me senti realmente feliz! 
Ao escreve-lo criei um único titulo que nem por um segundo desejei  modificar! 

E assim foi como enviei por e-mail o Conto de Fadas que se transformou!

Aqui estou mostrando o Antes e o Depois!

VIDA DE BICHO E' DIFÍCIL?

Ele estava ali naquela floresta imensa junto aos seus companheiros desde que nasceu!
Morceguinho diferente de todos os outros!
Ele amava. Amava perdidamente uma linda morceguinho que o abandonou por causa de seus ciumes.
Pobre morceguinho, o mundo dele ficou de cabeça para cima! Sofria!
Seus companheiros viviam suas vidas tranquilamente de cabeça para baixo. Eles não se importavam com o amor, só queriam se aventurar, e voarem por toda a floresta.
Morceguinho não suportava mais a ingratidão de seu amor morceguinho. Ele queria tanto lhe dar amor, protege-la de qualquer perigo. mas morceguinho queria liberdade, libertinagem.
Ele queria uma casinha e ela queria ser safadinha da noite com todos os morceguinhos. Morceguinho queria voar e provar o sangue de sua maneira. Isto para ela era tudo de mais importante. Do mesmo modo que as borboletas provam o néctar das flores, o urso se deslumbra com os sabores do mel, morceguinho se satisfazia em buscar o seu sangue!
Ela não aceitava ser tratada como um filhote, e não poderia aceitar que o morceguinho tirasse sua liberdade.
Morceguinho era ciumento por isto.
Queria que ela não voasse com os outros. Ele queria trazer o alimento para ela. Quando via que ela não obedecia, ele brigava, brigava sem fim, quando um dia ela mandou ele desaparecer da vida dela!


Morceguinho revoltado resolveu desaparecer daquele lugar, para esquece-la. Ele não queria mais estar com um amor que não o respeitava.
Deste modo Morceguinho muito triste e cabisbaixo se afastou de todos à procura de uma paz interior!
A floresta era grandiosa, escura e ali ele voava sempre descontrolado pois seus olhos eram sempre coberto de lágrimas.
Quando Morceguinho via os raios de sol ele se escondia em uma das grutas da floresta.
Um certo dia pela manha ele decidiu mudar radicalmente sua vida e voando voando ficou curioso com o que havia fora da floresta. Os raios eram fortes mas ele mesmo assim, queria ultrapassar aquela barreira. Procurou pela floresta a árvore misteriosa.
Era assim que ela se chamava Árvore Misteriosa, pois quem se aproximasse dela e conversasse com ela, teria a solução para qualquer mistério.
E para morceguinho o maior mistério era descobrir como fazer para sair da floresta sem que os raios o fizessem mal.
E assim ela falou:
-- Isto é simples, não tem tanto mistério! Olhe para meus galhos... Esta vendo como eles são tortos e sempre com duas folhinha transparentes e escuras os unindo?
Ele respondeu:
-- Sim! Porque as folhas são transparentes?
-- Morceguinho, isto são óculos escuros para passarinhos e morceguinhos como você!Você poderá usar quando os raios de sol forem fortes. Assim você estará protegido de qualquer perigo
Recolhe o quanto quiser, mas me avise para me preparar quando retirar, pois não quero sentir dor!


Morceguinho não estava mais chorando, não estava cabisbaixo, pois tinha uma aventura pela frente. Recolheu tantos óculos e agradecendo àquela bela árvore ele começou a voar pro mais alto céu!
Quando a noite chegou ele ainda voava, voava, e uma cidade foi o que ele encontrou.
Parou, olhou e escutou um barulho diferente que vinha de um ambiente onde tinha muita gente que dançava com uma musica de ritmo quente!
Se assustou com o que viu e saiu voando novamente!
Tudo era diferente de sua floresta. Morceguinho já estava com saudade dela.
Cansado decidiu repousar em uma árvore que encontrou bem ali  perdida naquela selva de pedra.
Se atacou a um galho quando viu uma linda coruja com olhos de mel... Estava solitária e cantava.
Morceguinho se encantou com ela e com a musica. Aquela sim era uma musica bela, pensou... E a corujinha morceguinho queria beijar, queria amar por se apaixonar!
Morceguinho estava carente e quando viu a corujinha na sua frente se aproximou com tanta elegância vestido com seu fraque fazendo impressionar!
A corujinha se espantou! Morceguinho então falou:
-- Não tenha medo! Sou bondoso, carinhoso, amoroso e cuidadoso. Corujinha olhou e seu coração vibrou!
Um canto se fez de um guerreiro a procura de m novo amor! Corujinha se apaixonou!


Nunca mais ficaram sozinhos, parecia que tinha apenas um coraçãozinho. Com todo amor que havia, passado meses nascia o mais novo filhote da floresta que se chamava Morcerujinho.
Todos diziam ser a cara do pai com olhos da mãe! Era um filhote muito querido e protegido por papai e mamãe!
O Amor faz a diferença se tornar igual! Ela fazia tudo que ele queria e ele se tornou um marido e pai guerreiro!
Morceguinho era muito feliz! Muito mesmo!
Seu filhinho Morcerujinho se tornou  o principezinho daquela enorme floresta!
Todos os animais estavam curiosos em vê-lo por saber que através da palavra AMOR  pode existir coisas na natureza que doado por Deus é capaz de brilhar ou crescer ou sorrir, chorar e até ser diferente e nunca existente nesta terra... Mas que de hoje em diante ele poderá criar raízes, surgindo sempre um novo morcerujinho ou quem sabe um ser de uma outra especie!
Fim!

Autora: Aymée Campos Lucas

E SE TRANSFORMOU... 







Autores: Aymée Campos Lucas,  autora do conto

Juvêncio Hilario Veloso, autor de todas as ilustrações

E Juntamente a este Conto apresento as Tirinhas criadas por mim e ilustradas por Veloso.
A primeira sera usada como introdução por ter sida crida ao completo por Veloso, mas que faz parte da aventura de Morceguinho aqui na Itália!
Que lindo... Morceguinho veio me ver, mas algo deu errado!

Obrigada Veloso por me emprestar Um Traço Teu!



domingo, 26 de agosto de 2012

Justo Agora Que Te Beijei, Você Me Diz Que é Gay?!!


Eu Errei

-Justo agora que te beijei
Você me diz que é Gay?
Foi isto que, para ela, ele falou,
Quando ao improviso ela gritou,
Na festa que sua mãe preparou.
Ela fugiu assustada, enraivecida, apavorada...
Chorava pela estrada,
Ao ver seu sonho destruído
De um amor que poderia ter tido.
Ela só queria ir embora,
Correr pela estrada afora
Chora... chora... é isto que ela faz agora, 
Olhando tudo à sua volta
Com olhos de revolta.
Caminhava naquela noite de outono
Sem rumo, sem direção,
Com o coração na mão!
Naquele beijo ela se entregou
Pois da primeira vez que o observou,
Ela o amou, ela o desejou!

°°°°°°
Ele, distante dela
Ainda  naquela festa,
Se assustou
Pois aquele beijo o alegrou,
Aquele beijo o despertou, o animou, o excitou...
Aquele beijo foi tudo de diferente
Que um dia havia vivido
Que um dia experimentou
Aquele beijo foi quente
Ele só queria encontrá-la
No meio de toda aquela gente
E assim ele gritou...
Ele gritava, gritava,
Por não saber mais onde ela estava.
Não sabia se sorria de alegria ou se amargurava porque errou...
Ele sozinho falava
Eu errei, eu não sou gay!
Ele sozinho gritava em seu silêncio
Eu não sou gay! Não sou gay!
Ela é minha amada, minha amada!

°°°°°°
Depois de tanto caminhar,
Ela voltou...
Estava por perto, bem ali em seu jardim
Entre as folhas de outono e jasmim,
Que aos seus pés
Deslumbravam todo o chão,
Iluminado pela aquela lua
Que entre as árvores ela olhava!
Ela ainda chorava e pensava no que viveu... ela recordava!
Neste instante, sorria
Quando em sua mente, via 
Aquele rosto que era todo seu querer
Um jeito assim sereno de ser,
Que lhe fazia enlouquecer!
Em momento algum no passado,
Ela pôde conhecer esse seu lado
E, um mundo de recordações
Pairavam no ar, que com seu respiro forte
voavam ao soprar como plumas ligeiras
recordando de tudo
E de todas as maneiras...
Lembrou de seu diário
Que em seu quarto
Pousava em um pequeno armário
Ela sentiu vontade de voltar,
Retornar em sua casa
E, em seu leito repousar
Para ler mais uma vez
Tudo que nele escreveu,
Tudo que um dia viveu.

°°°°°°
Ninguém percebeu o que acontecia
Por nenhum instante notaram a sua ausência
Somente ele sentia uma carência,
Querendo sentir a sua presença,
Saber onde estava,
Sentir novamente o seu cheiro.
Ele sabia que ela voltava...
Assim entrou em seu quarto
Sorrateiro, faceiro...
Olhou seu travesseiro
O Abraçou, o acariciou.
Tudo em sua volta, ele olhou
Procurando desvendar  mistérios
Que ali poderiam existir
Bem perto estava o seu diário,
Não conseguiu resistir
E, folheando algumas paginas
Pode ver o que ela tinha a dizer
Sorriu ao perceber
Que tudo falava de seu ser!
E lendo, foi vendo...

°°°°°°
O Diário

Na página em que abriu
Sentiu emoção... sorriu
Seu nome era visível
Nunca percebeu... achou incrível!
E aquelas linhas, ele foi lendo
Sabendo o que estava fazendo:

"Meu amor,
Passei meses a sonhar
De um dia te conquistar.
Eu quero tanto te falar
Que adoro o seu olhar,
Que gosto de te ver quando sai para correr 
ou quando no parque
Havia sempre em mãos, um livro para ler!"

E girando a página continuava...

"Quando chegou a maior idade,
Você se foi para outra cidade
Para cursar uma faculdade.
Eu aqui sem saber o que fazer
Sentia saudade... tanta saudade!
Sei tanto sobre você... sei que seu pai sempre desejava
Que você fosse um doutor
E você dizia, que seria um escritor.
Eu te admirava,
Quando para mim você falava.
Eu desejava o que você desejava,
Queria que fosse um escritor
Só para me escrever, muitas cartas de amor!"


Neste momento, ele sorriu tanto... alucinadamente!
Girando páginas e páginas, ainda era dele que ela falava.

"Eu escuto sempre esta música
E penso em você, só em você!
Levando minha vida avante,
Aqui sempre sozinha, eu ficava 
Vivendo como uma estudante,
Querendo um dia me encontrar
No mesmo lugar que você estava!
Estudava e trabalhava
No restaurante da família
Ali tinha tanta gente,
Gente alegre, gente contente 
E eu sempre carente 
Porque você eu nunca te via
Eu queria... Mas não te via!

Quando chegava as férias
Você vinha voando
E eu passava o dia cantando...
Saber que você chegaria
Minha mente se tornava quente!
Eu era uma pessoa inocente...
Carente... Só você existia em minha mente!
Era férias de Agosto
Te esperava na janela, para ver seu rosto
Eu cada dia, crescia com um desejo
Aquele de te dar um beijo!

E quando chegava o natal??
Minha nossa! Não era normal...
Me vestia de um modo completamente fatal
Usava um vermelho brilhante
De um jeito insinuante
E quando você me olhava
Eu de longe me entregava!
Quando as férias terminava,
Eu passava dias infernais,
Esperando de novo te ver mais,
Como uma louca alucinada,
Eu estava apaixonada!"

°°°°°°°
Quanto mais ele lia
Mais ele sorria... sorria!

Ansioso demais ele estava
Queria olhar o rosto dela e pensava...
"O que posso dizer? Não posso estar calado!
Digo que estava errado, enganado
Digo o que estou sentindo
Digo que não estou mentindo!"
Tudo isto ele iria dizer...
Dizer que nunca esteve realmente com alguém
Em todo sua vida ele foi um solitário
Mas a faculdade o mostrou coisas loucas
E em uma festa um homem o beijou
Beijou ele e tantas outras bocas...
E desde então, ele se calou!
Ele nunca imaginou e nem vivenciou
Sentimentos fortes
Desde aquele momento ele se angustiava
Pensava todo dia... era uma agonia...
"Mas eu, quem sou?
Eu não acredito! Me sinto morto!"
Ali sozinho, passava dias a repensar:
"Se eu beijei... se eu deixei... deve ser porque gostei.
Minha nossa será que sou gay?
Foi assim que eu pensei.
Estou escutando esta sua música...
Escutava a sua música 
E te sentia única!
Desejava o mesmo que você...
Te olhar, te beijar e te tocar
Te abraçar forte
Sou um homem de sorte!"

E, escutando a musica repetia trechos que ouvia, pensando como faria...

"Quando eu te encontrar
Sei o que vou fazer
Eu já sei o que vou dizer.
Eu vou fazer você me querer
E, quando te encontrar, eu vou
Chorar, beijar e te abraçar!
E' isto que quero fazer,
Isto que quero dizer,
Chorar, beijar e te abraçar
Chorar... beijar... te abraçar...
Chorar... beijar... te abraçar!
Tanto... tanto!"

Um barulho o despertou de toda aquela recordação. 
Ela entrava em seu quarto, pensando de viver dias de solidão!


Ele fechou o diário  assustado, agitado
Coração saltitava todo animado!
Um sorriso incontrolável se fez
Ali demonstrou uma nudez...
Tirou toda aquela mascara
Que o escondia.
E ainda com um sorriso no rosto
Muitas desculpas, ele pedia.
Explicava tudo que pensou em dizer
Para que ela pudesse compreender.

Ela como toda calma o escutava,
Seu coração era paciente,
Nada mudou para ele, ele demonstrava...
Ele está feliz! Ele sente...
Coração contente, não era mais carente!

Um silêncio se fez!
O porquê daquele silêncio, somente dois olhares sabiam
Sabiam o queriam
Sabiam o que desejavam
Gargalhavam, se tocavam 
Descoberta para ele
Felicidade incontrolável para ela!

Neste momento os dois se beijaram, prometendo juras de amor. 
Se olhavam... se beijavam... se abraçavam!

Ele dizia:
-Te protegerei sempre! 
E quando não puder por algum motivo, 
Saiba que estarei pedindo a Deus... 
Pedirei a Deus de te proteger no meu lugar  
Quando longe de você eu estiver, 
Quando por algum motivo eu me ausentar
Em todo este tempo que ainda terei de estudar.
Sou seu namorado... sou próprio um apaixonado!

Ela com desejos pediu:
- Quando amanhecer
Eu quero ainda poder te ver
Bem aqui do meu lado,
Acordado, parado, calado, extasiado
Me observando, sorrindo para mim
Isto é tudo que eu mereço
Você para mim não tem preço!
Sabe, amor meu...
Mais que tudo, à Deus eu agradeço
Por ter revertido esta história
Isto é mesmo uma gloria!
Muitas vezes, eu amei sozinha
Mas em meu diário havia uma memória
E, foi assim que você se aproximou
Verdadeiramente de mim. 
Foi assim que a gente fez este final 
Se tornar completamente feliz!

E assim, aconteceu... ela adormeceu! E, pela manhã ele ainda estava ali, do jeito que ela desejou depois de uma noite de amor.

Autora: Aymée Campos Lucas

terça-feira, 6 de março de 2012

Nem Tatu... Nem Canguru... Eu Quero Ser um Urubu!

Acalma a minha alma! Acalma a minha alma!
Quero olhar a minha vida e bater palma!

O que tenho de fazer para me sentir bem?
O que faço para acabar com esta agonia que me circunda?
Não consigo me sentir bem, em alguns momentos, e isto me faz, muitas vezes, chorar. Queria me sentir protegida por algo que me fizesse reviver, alguém que me desse forças para me refazer, mas não consigo encontrar uma mão solidária e companheira aqui nesta Terra.  
Tudo que vivi me serviu para entender de quanto cada um de nós precisamos de um homem ou uma mulher para poder viver em liberdade e a esta liberdade o ser humano deu um nome... Amizade. 
Eu desejo uma mão amiga por todo instante... Uma mão não só amiga, mas uma que ocupasse os espaços abertos de meus dedos. Uma que estivesse ao meu lado por todo sempre! Uma que pudesse estar ao meu lado de dia e de noite me dando amor ao me proteger.


Não consigo ter isto sempre perto de mim, porque não sei pedir ajuda... Eu queria ser protegida sem ter que pedir porque eu sou assim e queria uma pessoa do meu lado que fosse igual à mim. Não sou de pedir ajuda porque penso que poderia estar incomodando... Todos neste mundo tem tanta coisa para resolver em suas vidas,  são tantas coisas que nos afligem, que se todos eles não cuidarem, poderão cair em trápola da qual venho me sentindo cair... A solidão, a falta de um alguém para amar verdadeiramente. 
Venho me sentindo mal, me sinto sozinha sem saber o que fazer. E neste momento, a minha única mão amiga é o meu Deus. Esta mão eu sinto e não solto por nenhum instante... Sem ela eu nem sei o que seria de mim.
Oh Deus meu... Acalma a minha alma! Acalma esta alma que vive em conflito dentro de um corpo que treme, que sente dor no coração de um jeito que não consigo entender e que me faz sentir  muita vontade de chorar! Acalma esta minha alma!

Tem vez que sinto vontade de ser um pássaro... Na verdade queria ser um pássaro que voasse para perto do céu. Acho que sendo um pássaro, eu poderia sentir a minha alma calma e lá de cima, eu poderia ver o caminho certo que deveria transitar aqui nesta terra. Sinto falta de minha casa, de minha família e sendo um pássaro eu poderia vê-los quando voasse, ao encontrar esta terra que está tão distante de mim.


Quero ser um urubu, sim. É isto que eu quero! Porque não?
Se pudesse ser um animal era isto que eu desejaria ser neste momento... Se penso em outros animais, não consigo ver razão de ser um animal que vive pisando aqui nesta terra, porque isto eu já sei o que é. Então, porque deveria ser por exemplo, um Tatu ou Canguru? Eu quero ser é Urubu!
Eu não quero me esconder como um Tatu! Não desejaria ficar parecendo uma fugitiva nesta vida, com medo de tudo e de todos. Eu quero mudar este meu jeito de ser, porque mesmo não sendo um Tatu, eu já pareço com ele, já tenho algo semelhante à ele e... Se eu não me corrijo agora, eu vou viver me escondendo, achando que fazendo deste jeito, poderia ser a solução para não sofrer. Mas isto é engano porque mesmo que eu me esconda igual a um Tatu, eu sempre consegui encontrar coisas que me fizeram sofrer, sentir dor, sentir agonia do mesmo jeito. Eu não procurei mas me encontraram e...Ultimamente, foi só sair do buraco por alguns instantes, que pude sentir alguma coisa me atropelando. Algo que parecia ser um caminhão mais que qualquer outra coisa. Se eu fosse um Urubu este caminhão não me atingiria e no final, eu iria limpar um pouco desta sujeira, ao sentir lá de cima cheiro de coisa ruim deste Mundo belo, ao qual o que eu mais quero é poder apreciá-lo serenamente... Se eu fosse um Urubu, eu também poderia chegar lá nas nuvens!
Canguru? Claro que não! Não mesmo!
Eu não quero ficar pulando daqui e dali como um louco por uma terra muitas vezes seca, árida, fugindo dos perigos por ter uma carne apetitosa para outros predadores! É um animal belo, diferente e que me faz sentir curiosidade de ver o seu modo de ser e agir... Deve ser belo ver de perto um Canguru, ver como ele transporta o seu filhote em seu próprio corpo, mas se penso, haja coluna e varizes para suportar se caso este filhote engordar!

Nem Tatu, nem Canguru, eu quero ser é Urubu!
Um Urubu parece que faz tudo direito. E' perfeito, parece do meu jeito.
Quando vai às alturas ele faz loucuras com suas asas... Plana como um aéreo por horas e horas em cima das casas,  aprecia esta linda terra bem lá de cima, corre aos céus como se as nuvens fossem como um ima!

E o corpo? Nossa, o corpo dele é formoso e com penas brilhosas em preto. Sim... Todo preto! 
O preto é a minha cor predileta e se eu fosse um animal não poderei vestir-me, então, desejaria que já tivesse sobre o meu corpo a minha cor predileta, cor de quem curte um belo heavy metal. Eu sei que sendo Urubu, continuarei sentir pelo vento a música que eu gosto e de longe ao escutar, estarei a aplaudir com minhas asas ao planar.


Ele é muito inteligente ou é preguiçoso, sei lá! Só sei que não terei que caçar, não precisarei de matar para poder me alimentar. Não preciso de trabalhar para ter de receber algo em troca. O meu esforço seria para recompensar à mim mesma. Devo só ser muito atento e ao respirar encontrar o meu alimento.
Tudo bem que não vou encontrar a carne assada, não vai estar em uma geladeira para que a carne não apodreça, mas me orgulho em pensar que não serei um assassino e também não serei um que perde tempo na vida. Enquanto tantos matam por ai, um Urubu lá do céu assiste tudo e nem liga... Acho que ele gosta de viver sentindo o vento ao voar ao horizonte...

Ah, eu realmente quero ser um Urubu! Ninguém me caçaria, talvez porque me achariam feio ou não me matariam porque serei um animal que ajudará a limpar esta terra suja de impurezas. Que me importa... Faço isto para ser um bom samaritano!
Preocupar em fazer comida? Eu quero mais viver minha vida encontrando tudo pronto, basta somente avistar o ponto quando eu voar mais uma vez ao céu, com minhas grandes asas paradas que mais parece um dos mais belos aviões que se possa ter inventado... O planador! Iria planar aproveitando as correntes ascendentes de ar quente.


Em minha juventude, eu os via e ao olhar achava este animal diferente, completamente diferente de tudo.
Em minha cidade natal existiam tantos e quando eu viajava para uma cidade que existia o mar, eles voavam às alturas e eu estava ali a observá-los enquanto as ondas quebravam nas pedras. 
Eu os admirava! Que estranho...
Ao olhar, eu sempre pensava... "Se pudesse voltar para este mundo de uma forma diferente, eu desejaria ser Urubu, olha só como ele se impõe no meio da multidão. Quem o olha sente medo, parece que carrega grandes segredos, tem cara de mal, não tem igual!"
E agora depois de tanto tempo, eu ainda penso quero ser um Urubu, mas de preferência desejaria ser um Urubu macho...  De tudo que vivi, sendo um ser humano, eu gerei meus filhos e esta foi a parte de minha história que me marcou completamente e não gostaria de abrir mão desta minha experiência por nada neste mundo. O que vivi foi divino e mesmo me transformando em Urubu eu queria vivenciar isto novamente e... Sendo um Urubu macho eu também estaria ali perto dos ovos, eu ajudaria a chocar os ovos para ver de perto meus lindos filhos nascerem... Os machos também chocam os ovos, mas não sei dizer qual deles é quem cuida depois, eu só sei que a liberdade deles surgem rapidamente. Um Urubu nidifica normalmente no chão, onde põe dois ovos, chocados pelos pais por cerca de 39 dias. Os filhotes nascem brancos e ficam no ninho por dez semanas ou mais. Depois, a liberdade surge e voar é o que ele vai desejar sempre mais!

E... Imaginando tudo isto, acho que minha alma se acalmou um pouco, quando esqueceu do chão em que eu estou me sentindo um louco.


Autora: Aymée Campos Lucas

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mais um "Campionato de Pipas". Tantas Pipas a Voar e Todos a Admirar!

A TROCA

- Miguel, foi difícil demais, cara, conseguir sair de casa tentando enganar a minha mulher.
- Onde você falou que iria!
- Você sabe, não? Sabe que eu já perdi as contas dizendo que iria resolver um imprevisto no trabalho, mas isto estava ficando um pouco repetitivo e complicava porque ela estava desconfiando, então, hoje, eu resolvi matar um amigo de escola que não vejo da tempo, e estou no velório dele.

- Minha nossa, mas como é complicado esta vida, não? Eu também passei aperto para ter de dar explicação! Por mais desligada que seja a minha mulher, ela não se cansa de me perguntar onde vou e... Se caso ela venha a descobrir, não faz nada, só chora e depois me perdoa. A minha mulher é muito sensível e romântica... Ela é muito diferente de mim.
- E onde você falou que iria hoje?
 - Eu tive que viajar inesperadamente, nem poderia ir em casa para me despedir dela, então, cara, como eu sou mais esperto que você, já estou fora de casa desde ontem.

- Verdade? E onde você dormiu?
- Ah, nem te falo! Eu conheci uma estrangeira em uma festa, lá na casa do Ederaldo e dali, fomos para um hotel aqui em frente. Escolhi este hotel para poder escapar bem cedo, queria vir o mais rápido possível ao seu encontro aqui na praia, meu amigo! Aqui que será a melhor festa, este "CAMPEONATO DE PIPAS" está prometendo, cara! Aqui sim que vai ter mulher bonita para a gente azarar! Não vejo a hora de descolar uma gata para ficar aqui nos meus braços até amanhã!
- Até amanhã? Você só volta para casa amanhã? Definitivamente, você realmente é muito esperto e inteligente. Eu só consegui algumas horinhas e o pior que se eu chegar em casa bronzeado depois de vestir preto no velório, vai se complicar e eu vou ter de explicar tudo para ela, cara! Como vou poder explicar isto para ela? Com uma roupa de cor preta, nenhum raio solar consegue ultrapassar. Então, para não ficar assim tão bronzeado, eu vou ter de estar vestido aqui na praia o tempo todo.

- Nossa, que horror! Que mico, você aqui na praia todo vestido! Mas, você hem, Jorge! Não consegue raciocinar direito, não? Uma coisa não tem nenhuma afinidade com a outra. Velório e praia são completamente diferentes. Deveria dizer que iria em algum esporte como golf, tênis... Algum lugar que ela não gostasse de ir e que tivesse sol, meu amigo!
- Aquela minha mulher quer me seguir onde eu vou... Não tem nada que não faça ela desistir de me seguir, então, eu pensei que em um velório ela não viria, como não quis mesmo! Eu cheguei a convidar, mas ela rejeitou.
- Convidar? Mas você está louco? E se ela aceitasse em te acompanhar, o que você faria?

- Eu iria... Iria... Hum... Nossa, cara, sabe que não sei o que faria!
Mas Miguel, me diz uma coisa... Porque que ao invés de vir para praia você não ficou até amanhã com a estrangeira que você descolou na festa?
- Você não imagina o drama, Jorge! Quando acordei, já estando um pouco mais sóbrio, eu consegui ver melhor a mulher e quando vi o que estava do meu lado, eu queria sair correndo, cara! A mulher era feia demais. Sabe, feia? Ela era muito mais feia. Deus que me perdoe em dizer isto, mas nem sei como pude deixar a minha esposa em casa para ficar com uma peste daquela!
Mas, hoje não! Hoje eu vou encontrar a mulher mais gostosa desta praia, pode apostar que vou! Vou ser galante e um gentil homem e quando sentir que ela está no papo, eu vou fazer a melhor festa para compensar! Eu quero encontrar uma mulher assim... Bem aprumada e de preferência com o cabresto bem forte, daqueles que não rompe fácil. 
Quando eu olho lá para o céu e vejo estas pipas voando, eu vejo é na verdade, um monte de mulher... Mulheres de todos os tipos! Olha aquela lá por exemplo, que linda que é! Olhando, eu a vejo alta, magra, rabuda... Olha bem como ela dança e rebola, cara! E quando dá uma descida veloz, parece que vem para te comer! Isto é puro delírio! Olha aquela de cor azul e lilás, Está sacando a diferença? Dá para ver de longe como ela é todo desengonçada, gorda... Ela é gorda demais e nem tem rabo. Nem quero ver uma desta perto de mim! Hoje, não!

- Amigo, quando eu olho, eu só vejo muitas pipas querendo transformar o céu em pura beleza! As pipas que você chama de gordas, são praticamente vencedoras no céu, porque elas voam longe! Eu acho é bonito demais esta coisa de soltar pipas, você não acha? 
É maravilhoso olhar para este céu assim todo colorido! Me traz tantas recordações! Eu em lembro que minha mãe me levava para casa de meus avós quando estávamos de férias e chegando lá, eu soltava pipas com os amigos e me divertia muito. Foi lá na cidade de minha avó que eu aprendi a soltar pipas. Eles davam o nome para as pipas de "PAPAGAIOS E RAIAS" e eu achava estranho, porque aqui tem nomes diferentes.
- É sim, em cada região elas tem nomes diferentes e são tantos como: Raia, Pião, Pitete, Papagaio, Baratinha, Folhão, Cafifa, Pipa, são muitos e cada região tem seu jeito de falar. Sua avó é de onde?
- Era de Minas... Agora, ela já faleceu. Ela vivia próximo a uma fazenda muito grande e as minhas férias, eram férias para nunca mais esquecer.

- Eu também, até aos meus quinze anos, fazia viagens com minha família na casa dos meus avós no interior do Rio de Janeiro e lá eu aprendi demais a soltar minha pipa... Nossa, Jorge, você tinha que está lá para ver! Eu soltava a minha pipa para as mulheradas tudo ver. Foi lá no interior do Rio de Janeiro que eu perdi a minha virgindade e foi com uma mulher que desejou ver a minha pipa de perto! Eu deixei, é claro!
- Miguel, quando você vai deixar de ser uma pessoa assim tão sem-vergonha, meu amigo. Você, muitas vezes parece que é tarado!
Eu vou te confessar... Eu não estou nem aí se caso não encontrar uma mulher aqui na praia. Eu queria mesmo era ver o "Campeonato de Pipas" mas não queria ver tudo isto ao lado de minha mulher, entende? Eu não queria porque ela não me deixa em paz, Miguel. Ela iria me pedir por todo o tempo alguma coisa..."Jorge, faz aquilo... Jorge, faz isso... Jorge, vamos embora... Jorge, eu estou com fome... Jorge, não sai daqui de perto de mim... E assim por diante. Eu não teria paz, Miguel!
Mas, hoje, eu vou me esforçar e tentar ser um pouco mais audaz e vou conquistar uma bela mulher! Eu estou com vontade de conhecer uma mulher que me entenda melhor...
- Eu, ao contrário, quero conhecer uma mulher, para poder comê-la, comer, entende? Fazer sexo, sexo, sexo, por toda a noite! Eu quero encontrar uma que está cansado do marido metódico que tem em casa, uma que está querendo extravasar!
- Eu quero encontrar uma que está cansada do marido safado que tem e que não dá a atenção que ela quer!

- Agora eu vou é rir de você, jorge! Você tem uma mulher assim que te pede tudo, então para que você vai atrás de outra!
- Claro que não! Minha mulher quer somente mandar em mim, ela não me entende. Quando procuro um diálogo ou um modo mais carinhoso da parte dela, ela logo vai pensando que é para fazer sexo. Ou ela quer mandar, ou quer sexo, só isto que ela sabe fazer! 
- Então, vamos parar de papear e vamos para a luta , amigo! Cada um vai para um lado diferente e quem encontrar a mulher desejada, volta para o mesmo lugar para apresentar a sua conquista. Vamos ver o que a gente consegue pescar nesta praia, mãos à obra! Jorge,vê se não vai dar vexame, hem? Eu quero ver coisa que presta na sua mão!
- Olha quem fala... Você acabou de dizer que a estrangeira era um buxo e fica aí contando marra!
- Não vamos começar a brigar por causa de mulher, hem amigo? Aqui tem um mar delas, para que brigar?
Vamos logo estou louco para me aventurar! Vamos ver quem é o mais rápido nisto?
E... Assim foram cada um para lados diferentes...



E... As Horas Foram Passando, o Sol se Esquentando e as Pipas Voando!

 - Jorge, a pesca foi muito boa, amigo! Te apresento... Martha? O que você está fazendo aqui? 
- Eu que te pergunto, o que é que você está fazendo aqui? Você não estava fora da cidade em viagem a trabalho?
- Não é nada do que você está pensando, meu amor! Olha, eu posso te explicar tudo muito bem!
- Eu não quero mais as suas explicações! Eu quero mesmo é o divórcio! Saiba que com você, eu não quero viver por mais nenhum segundo.

E enquanto isto, um outro bate boca acontecia...

- Jorge, Que horror! Não posso acreditar que é você! Então, vai ou não me explicar? É assim o velório que você foi? Ai meu Deus, o sangue desta sua mulherzinha aqui, está fervendo! E quem é esta mocreia aí do seu lado?
- Olha aqui, mocreia é a sua mãe, sua vagabunda! Eu tenho nome, me chamo Martha. Respeito é bom e eu gosto! O que você está fazendo ao lado do meu marido?
- Marido, Martha? Quando nos falamos e te convidei, você não me disse que era casada?
- E nem você seu safado de praia! Chegou perto de mim como um anjo, quase que me prometia voar como estas pipas de tanto romantismo que você cuspiu! E eu acreditei. Acreditei, sabia?

-Olha aqui, primeiramente, safado é o seu marido, que veio até a mim dizendo palavras doces para me enganar e depois, o meu marido não é nada romântico, ao contrário, meu marido é muito silencioso, raramente conversa.
- Não foi isto que você falou para mim, Rebeca! Você falou que sofre demais com seu  "n a m o r a d o", porque ele é muito violento!
- R E B E C A? Namorado? V i o l e n t o? Miguel, a minha mulher se chama "D é b o r a" e não Rebeca! Ela mentiu em tudo para você. 
Débora, eu não converso com você porque é inútil. Você não sabe escutar, só quer mandar! E... Martha acredite, eu não cuspi palavras românticas como você acabou de falar. Eu disse a verdade para você, acredite em mim! Acredite, por favor!

- MARTHA, VAMOS PARA A NOSSA CASA, AGORA!
- Não! Daqui eu não quero sair, saia você com esta vagabunda de perto de mim.
- Quer parar de me chamar de vagabunda? Olha só quem fala, toda aí quase deitada nos braços de meu marido e me chamando de vagabunda! 
Jorge, Vamos nós para a nossa casa agora, lá a gente lava a roupa suja, vamos!
 - Não Débora, eu não vou. Não volto mais para casa. Sabe Miguel, vocês dois formariam um belo casal... Te presenteio, você fez mesmo uma bela pesca. Vamos embora daqui, Martha?
- Vamos! 
Miguel, eu falei sério, eu quero o divórcio.
- Martha, eu queria te pedir somente uma coisa... Não minta mais para mim, tudo bem?
- Não vou mais mentir, Jorge!


E desde este dia, o "Campeonato de Pipas", Jorge a cada dia se apaixona mais por Martha. Naquele dia, foi amor à primeira vista e por isto aconteceu A TROCA!
Apesar de ter iniciado com mentiras aquele relacionamento, nunca mais mentiram um para o outro. Eles vivem juntos e pretendem ter um filho para concretizar este amor.
Miguel, ainda está sozinho e de vez em quando, quando não encontra algo melhor para fazer, procura Débora para sair, mas por todo o tempo que estão juntos, vivem mentindo um para o outro. 
Miguel e Débora, não mudariam jamais o seu modo de ser por ninguém, porque eles são egoístas e individualistas!


Autora do conto: Aymée Campos Lucas 
Autora da Tela:  Sueli Gallacci


Criando mais um conto, com a mesma Pintura em Tela! Visões diferentes, com a mesma imagem. 
Neste conto, procurei criar uma Comédia Romântica!
Estou dando continuidade a mais um trabalho em conjunto com Suely Gallacci, criando contos através de suas belas "Pinturas em Telas".
Quem desejar apreciá-las, poderá encontrar vários trabalhos em seu Blog "A Cor Da Gente"



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tantas Pipas... O Céu Se Coloriu Como Um Campo De Tulipas!


CAMPEONATO DE PIPAS... É O VERÃO QUE ANTECIPA.
MAIS PARECE UM CAMPO DE TULIPAS!

Aquela praia que por todo o Inverno e Primavera estava praticamente abandonada, ao improviso surge um imenso colorido por toda a areia e por todo o céu, com a antecipação de verão... Faltava apenas alguns dias para que o verão recomeçasse, mas aquele "Campeonato de Pipas" fez com que as pessoas saíssem de casa para festejar o sol que mesmo antes do verão chegar, já estava raiando tão cedo!
Tantas pessoas que haviam perdido a vontade de abrir as suas janela bem cedo, se despertaram com os barulhos que a muito tempo não existia naquela praia.
Os olhos de Alexia brilharam ao ver por todo o céu uma grande festa... O céu se coloria com todas as pipas que mais parecia um campo de tulipas. Ela vestiu correndo os seus trajes de banho e sem falar com ninguém, saiu para ver de perto todo aquele esplendor, com o desejo de depois poder se expressar criando um desenho para a sua nova pintura em tela. 
Para Alexia, era sempre um prazer poder ver algo diferente, porque ao ver, criava em sua mente uma imagem, para poder produzir mais um trabalho que na verdade era pura satisfação!
Naquela praia, ela sempre corria e exercitava, mas hoje iria fazer muito mais do que isto, iria admirar belezas criadas pelo homem, que faz a natureza ficar ainda mais bela!

- Viu que coisa mais linda, Alexia! Você chegou cedo na praia? Porque não me avisou? 

- Eu não quis te acordar tão cedo. Sabia que você viria. Realmente eu vim para cá muito cedo... Acordei com vozes e ao chegar na janela de meu quarto, havia tanta gente aqui na praia preparando as suas pipas que eu não resisti, senti muita vontade de descer para ver de perto. Acho que é um campeonato. Olhando bem, tem cada uma mais linda do que a outra!
Sabe, Denise, quando fiquei olhando, a um certo ponto, senti vontade de me sentir livre como uma destas pipas que estão no ar! Faz tempo que em minha vida me sinto privada das coisas... Na verdade, ela me aprisiona. Eu queria ter a liberdade delas, para sentir mais conforto. Estou tão cansada de lutar, lutar e não me sentir livre.

- E desde quando uma pipa é livre?
Alexia, não suporto este seu romantismo... Tem vez que ele me dá náuseas, sabia? Você é muito mais livre do que todas estas pipas que estão ai no céu. Na verdade, você cria toda esta ilusão romântica para poder criar os seus desenhos, mas não pode passar disso, Alexia! Olhe para você, veja o quanto você é linda e depois pense... A sua liberdade é você quem cria! 
Você de vez em quando precisa ver a realidade das coisas, a realidade da vida! Comece a pensar de uma forma realista e veja o quanto uma pipa está limitada a ter liberdade. Ela não voa se não houver um controle humano. Dependendo do dono que a controla daqui de baixo, dependendo das dificuldades financeiras dele, a linha que seria usada para controlá-la, não lhe daria nem cem metros de liberdade. Este então, seria o limite de liberdade que esta pipa teria. Isto sem falar do dono, que não podendo comprar a linha certa, poderia causar um desastre a esta pipa, ao surgir um vento forte. Ela cairia pelo chão, quando a linha arrebentasse.
Coitada, uma liberdade limitada que ao tentar escapar se soltando para se sentir livre, percebe que sua liberdade era muito limitada. Esta é a realidade minha amiga... Pipa solta, não voa... ela cai atoa! E depois, parece mais uma criança fugitiva... Desaparece e ninguém mais consegue encontrar.
Alexia, em qualquer objeto que olharmos, em qualquer parte da natureza que apreciarmos, poderemos ver a vida como ela é de verdade, em vez usar a ilusão para apreciá-la.
Este papo de que eu vou voar através de meus sonhos, pousar nas folhas como borboletas, sentir seu cheiro através do mar, é pura ilusão. Se for verdade, me fale agora se você já sentiu o cheiro de alguém quando está perto do mar? Se sentiu, te direi que esta criatura fede demais, porque o mar tem este cheiro de maresia que muitas vezes não é nada bom!

- Denise, você algumas vezes me enraivece com suas realidades. Ela tira de mim uma felicidade que poderia estar nascendo. Você é minha grande amiga, mas este seu realismo também me dá náuseas. Eu acho que para vivermos com mais tranquilidade nesta vida, muitas vezes devemos nos iludir, porque muitas vezes a ilusão são sonhos que podemos realizar. 
Tudo bem, voar sem ter asas é um pouco absurdo, mas se sentir livre foi o que eu vi ao olhar estas pipas. Senti vontade de ser livre assim... Eu vi todas elas livres de qualquer coisa em volta que pudesse trazer desconforto. Eu vi seres em busca de alguma coisa, não é que eu vi pipas e cordas e gente controlando... Eu vi o buscar de alguma coisa.

- Ah! Entendi. Mas, porque você precisa de olhar coisas para entender o que quer fazer? Porque não faz e pronto! 
Tudo bem, vamos supor que você consiga a liberdade que deseja, sair sem que nada pudesse te incomodar... O que você faria com ela? Para onde iria?
Este mundo é tão grande, mas em qualquer lugar que você for, pode ter certeza que terá de seguir regras. Até em uma ilha deserta você teria de seguir algumas regras para sobreviver. 
Não se engane, Alexia. A liberdade é e será sempre momentânea. Ela é como a felicidade! Tente, e depois me fala se antes de sua morte, você conquistou esta total liberdade.

- Foi só um desejo que senti, só isto!

- Quer liberdade, Alexia? Você realmente a quer? Não é difícil, na verdade é muito simples... Se tranque em um quarto, onde poderá se conectar com a internet, escute uma bela música, não se preocupe com os problemas lá fora, respire fundo, se acalme e depois ligue o seu computador. Saiba que não tem liberdade maior que esta. O mundo todo estaria diante de seus olhos. E você? Você poderia ir para onde você quisesse, apesar de sabermos que o computador, também vai te ditar algumas regras.


- Denise, não é este tipo de liberdade que estou falando. Me trancar, não ver coisas verdadeiras, não respirar este ar que é tão bom quando estamos perto da natureza, não sentir a pele molhada em águas cristalinas dos mares... Sabe, é muito difícil conversar com você. Esta liberdade que falou, eu não desejo... Se você acha que liberdade é isto, Aproveite você tudo isto que falou.


- Desconjuro! Só falei deste modo, para poder te mostrar que uma liberdade plena, nos leva a uma prisão. Porque se uma pessoa não vive as regras, é porque ela se isola e se isolando vive em solidão e vivendo assim, só dentro de um lugar onde ninguém e nada pudesse entrar. Citei o computador porque ele te mostraria coisas do mundo, sem ter de estar fazendo parte desta vida, seguindo regras. 


- Que eu saiba, isto só tem um nome! Eu acho que jamais poderíamos igualar liberdade plena com uma prisão. Eu sempre ouvi dizer que estando dentro de um comodo sem sair, é o mesmo que uma prisão e não liberdade. 


- É, seria se não tivesse um computador... Com ele tudo muda! Mas, eu não suporto estar perto de um computador por muito tempo. Eu quero sair, seguir as regras e muitas vezes conseguir ignorá-las. Eu quero mesmo é me aprisionar nos braços de um homem, eu quero festejar, me acorrentar dentro de um iate... Eu quero viver os pequenos momentos de liberdade que eu tiver, eu quero aproveitar!


- Denise, você está certa desta vez... A liberdade é mesmo momentânea. Mas, ao ver todas estas pipas pelo céu, neste dia de quase um novo verão, me trouxe tantos desejos e olhando eu comecei ver muito mais do que pipas... Eu via Tulipas colorindo tudo, como se todas estas pessoas estivessem ofertando flores para Deus e ele nos presenteando com este sol, que hoje está radiante!


- É a vida, Alexia. E nesta vida, cada um vê como deseja! Hoje você acordou desejando isto, e Deus te mostrou de uma forma bela o que você desejou. 
Temos sempre de agradecer de estarmos vivos, Alexia! Porque quando fecharmos os olhos, só Deus é que vai saber o que veremos. Então viva da maneira que ele te ofertou e se você tiver que buscar algo para você, esteja muita atenta aos sinais dele, porque ele sempre estará te mostrando de alguma forma.

E... Depois de discutirem sobre a vida, saíram caminhando para perto de todos aqueles que festejavam aquele dia de um quase verão! Aquele dia de liberdade!


Autora do conto: Aymée Campos Lucas

Autora da Tela:  Sueli Gallacci


E assim, estou dando continuidade a mais um trabalho em conjunto com Suely Gallacci, criando contos através de suas belas "Pinturas em Telas". 
Quem desejar apreciá-las, poderá encontrar vários trabalhos em seu Blog "A Cor Da Gente"



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