Os InVerSos dEnTROoo De MiM!

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Desejo Muito que Possa Apreciá-lo. São Textos e Poemas Escritos Por Mim.
Eu Gosto Muito de Escrever... Na Verdade, Eu Amo Escrever.



terça-feira, 30 de julho de 2013

Ser diFerENte é ser IGUAL com uma Pitada de AnORmaL.

Seja diFerENte sem se Preocupar com os Pensamentos de uma outra MENTE.

Não vou me adaptar com esta minha nova idade, onde os lugares que passo e encontro adultos como eu, parecem iguais, todos, menos eu... Todos cresceram e eu me sinto mais que perdido, e ainda por cima, pensando que continuo jovem.
Quando se é jovem, a gente por todo instante se sente diferente, audacioso e sempre correndo riscos sem nem se preocupar com as consequências. Agora, nem sei mais quem eu sou... porque tento ser diferente, mas sou igual à toda esta gente.

Onde està, Orlando, aquela alma levada, arteira, animada que vivia se divertindo sem nem se preocupar se tinha ou não tinha uma pessoa amada, ou se iria ser mal falada?
Onde estão os amigos? Aqueles que quando os vejo, parecem robôs enferrujados, pensando que a vida parou, só porque devem cuidar de quem surgiu ao improviso, e serão eles que agora devemos educar.
Nem existe mais em suas faces, belos sorrisos, parece que se envergonham de abrir a boca exageradamente, para gargalhar por tudo que a vida ainda poderia nos ofertar.
Por qual razão eu tenho que ser igual à todos que da minha idade costumam ser?

Olhem pelas estradas da vida, olhem para os rostos que não são jovens, olhem e vejam como são iguais, não fazem nada de anormal. Sao paralisados, desanimados, conformados, vivendo igualmente, sem o desejo de surpreender ninguém... e os jovens ainda continuam a nos vencer, chamando a atenção até mesmo de quem não quer crescer, como eu, ou de quem pensa que a vida já chegou onde deveria chegar, e agora, é hora de envelhecer.   
Não... isto não pode fazer parte de mim, porque eu ainda desejo apimentar muito mais a minha vida. Eu sou normal, sou igual, mas preciso ter aquela pitada de anormal para me sentir diferente, pois, quero me sentir avigorado para poder demonstrar à mim mesmo, diante do espelho, que o meu sorriso não vai ser triste daquele jeito... com a boca fechada igual a de Gioconda, que de velha, não tem nada.

Quando olho aquela imagem naquela tela, sinto vontade de sorrir para ela, sorrir no lugar dela, dar a gargalhada que ela não deu, fazer dos momentos da vida uma grande felicidade, e ainda, poder ser como ela, uma pessoa cheia de capacidade de fazer todos me olharem, só porque estaria sorrindo e não porque seria uma imagem sem vida, esperando a morte chegar ou... esperando um amor que, por muito tempo, conseguiu me ignorar.

Acho que não sou forte o bastante para me apresentar bem, diante da solidão. Ainda estou preferindo encher meus dias com qualquer coisa, mas que seja diferente de sonhos ou diferente desse circuito fechado chamado rotina... só para dar à si mesmo o que comer. Isto não é ser diferente, isto é deixar de aprender por sentir vergonha do que você quer mesmo ser. Crescer não pode ser morrer, endurecer para a vida e de tudo que tem diante de seus olhos. Portanto, se consigo ser o que eu desejo ser, e no final de tudo, ainda conseguir amar, então, vou ter vencido de verdade.
A vida muda as pessoas, não deveria ser assim... depois da juventude, não deveria!

Não deveríamos sentir vergonha de nós mesmos, quando depois que a juventude se vai, deixa marcas, e o que a gente faz é querer esconder o rosto para que ninguém possa te ver, pois, a mente é feliz e jovem, mas o rosto se foi para algum lugar diferente... se foi, porque quando me olho no espelho, nem me conheço mais, me estranho e me envergonho de algo que deveria ser, na verdade, mais de uma daquelas coisas banais.

Autora: Aymée Campos Lucas



terça-feira, 16 de julho de 2013

Reger o Medo, Este é o Segredo.

Sem apego, sem medo. 
Preciso descobrir este segredo.

Quanta gente vivendo com medo de enfrentar o que, realmente, deveria ou poderia estar vivendo?
São milhares e milhares que, a cada dia, crescem sem direção sem conseguir chegar um pouco em alto, realizando alguns de seus desejos.
São milhares e milhares que chegam em algum lugar com esforço e empurrão, para depois, perder o que achou que lhe pertencia, caindo em depressão e pior ainda, desejando se explodir, do alto, como um balão.
Pessoas que se matam e antes, ainda matam os filhos, pensando que eles não seriam capazes de enfrentar o medo, do mesmo modo que eles não conseguiram. Quer morrer? Vai sozinho. Deixa o outro viver, para aprender que igual à você ele não quer ser.

Não é fácil enfrentar o medo, não, não é fácil. Ele te domina, ele te coloca no chão se você deixar, para que ele se torne corajoso e cruel com você mesmo... vive dentro de você e até parece que se enraíza, de tanto que te faz parar de sentir outros sentimentos, aqueles que te fazem um grande bem. Cada um, desaparece, e não vem nem se lhe oferece um vintém. Todo os outros bons sentimentos se escondem, não tem como encontrar a tal felicidade, se continuar dominando este bruto medo, cheio de vaidade.
O medo parece um político corrupto dentro de você, e consegue encontrar aliados para ajudar na sua campanha, chamada: destruição de mais um Ser. A maior aliada e amiga do medo é a ansiedade, te deixa perplexa com você mesma. Ela te engorda, te faz tremer o corpo, te faz se esconder da vida lá fora, pois, se abrir a porta, todos serão perigosos e podem te ferir, te destruir, te descobrir frágil e assim, a ansiedade ri de você e lança a sua enorme mão à mão do medo, dizendo: Dá-me cinco! 
Nenhum sentimento bom vai querer aparecer, se escondem... são frágeis, eles tem medo do Medo.

Em pensar que um País como Suíça, virou motivo de comentários sobre o modo evoluído e estranho de se pôr na questão Eutanásia. Na Suíça Alemã é permitido este tipo de prática, não é contra as leis do Pais. 
Eutanásia: suicídio assistido para doentes em estado terminal, morte boa, morte voluntária, morte sem sofrimento, morte instantânea, uma doce morte.
E pelo visto, estão querendo muito mais morrer do que viver. Houve um caso que se mostrou diversificado, pois, o paciente conseguiu provar que estava em fase terminal e no final, se foi com a tal doce morte. Se foi, deixando este mundo, mas não estava em nenhuma fase terminal... estava convivendo com o medo e seus aliados: a raiva, a vergonha, a ira que o dominou. Era um Magistrado, Juiz de Direito, aquele que toma decisões importantes para outros, que governa a vida de pessoas errôneas, errou.
Falsificou seus documentos, de depressivo que poderia se curar, se transformou em uma doença sem cura e o País acreditou, a clínica tomou suas decisões e agiram perante às suas Leis que lhe permitem de agir assim. Tudo correto... ou será que fecharam os olhos, pois, era um estrangeiro que pagaria como deveria.

O medo não pode nos vencer, temos que seguir seus passos, como um diretor de filmes seguem, até o fim, a sua estória... aquela criada para chegar a um final lógico e semelhante a sonhos desejados. 
Devemos ser o regista desta estória e não o medo. Quanto ao medo, precisamos aprender a ter desapego, não podemos dar nenhum papel para representar dentro de nossas vidas, deixa ele ir embora ou jogue ele para fora, é raiz maligna e em vez de procurarmos um modo de morrer doce, faça com que ele morra nesta morte assistida por você, veja este medo na sua vida desaparecer, com esta  morte doce só para te deixar viver.
Assim, a gente aprende que reger o medo é o segredo para amar você mesmo, sem medo.


Autora: Aymée Campos Lucas


sábado, 13 de julho de 2013

Aventura de Louco, Todo Mundo Quer um Pouco - IX

Onde Nasce uma Paixão

Compramos tudo que podíamos e lá vamos nós, para aquela tão esperada aventura... Irmos em uma cachoeira no meio de uma mata, onde deveríamos abandonar o carro a alguns quilômetros antes de chegarmos nela. Deveríamos fazer uma trilha. 
Alguns metros à pé, para mim, seria uma tortura se fosse em minha cidade, mas ali, não! Ali, tudo estava com sabor de alegria, sabor de descoberta, sabor de desejo. 
Aquele vento de verão que sentia em meu rosto, tinha sabor de satisfação!
Capítulo 8


E assim, a estória continua...
Por Que Esperar? Esperar O Quê?

- Oh meu Deus, estou tão cansada! Falta muito, Júnior, para a gente chegar? Eu não aguento mais... que tal a gente descansar um pouco? Vocês disseram que era perto, mas a estrada não tem mais fim, e o pior que é cheio de mato! Não aguento mais! 
Falei quase chorando para fazer fricote. Eu queria colo, quando minha irmã desmancha o meu prazer de fazer charme, naquela estrada de trilha, que nunca encontrava o fim...
- Ai Olívia, deixa de frescura! Minha nossa, você é muito fresca sabia?
Não vê que tudo isto que estamos vivendo deve ser apreciado. Pare de pensar em coisas complicadas! Você tem o Júnior do seu lado, converse com ele, assim, você se distrai e esquece da caminhada... aprecie, Olívia, tudo, porque isto, será único em sua vida!
- Mas como posso parar de pensar? Meu pé já esta doendo e mais ainda, pisei na lama e sujei todo o tênis, não posso descalçar porque senão posso pisar em algo que me fará mal, aqui é cheio de espinhos pelo caminho, meu jeans não tem mais espaço para agarrar espinhos, sem falar do marimbondo que não parava de me perturbar!
Com você não aconteceu nada, por isso que não está reclamando.
Falei muito irritada, pois, não gosto quando ela faz assim comigo. 
Ela sempre esquece que sou diferente dela em tudo e não vou mudar para agradar ninguém. Tudo bem que tudo isto que estava vivendo era maravilhoso e sonhador para mim que nunca teve a oportunidade de viver antes e é por isto que também era muito difícil! Mas ninguém me compreendia... Nem Augusto Júnior. Ele não se pronunciou para me proteger! 
Já estava nervosa quando Lucas fala:
- Marimbondo? Medo de marimbondo, Olivia? Quero ver o que faria quando acontecer da gente cruzar com uma onça ou macacos selvagens que vivem aqui!
- Você está brincando, não é, Lucas? Me diz que é brincadeira vai... não acredito que você me trouxe em um lugar assim cheio de bichos. Você não havia falado de onça. 
Júnior, isto é verdade?
- Conta para ela, Júnior o galope que fizemos desesperados, caindo na água em mergulho!
Falou Lucas. Foi assim que ele respondeu a minha pergunta.
- Não... Conta você! Diz quem foi o herói desta historia.
Respondeu Júnior todo orgulhoso.
- Claro que foi o Júnior. O cara é o cara! Me salvou de uma que vocês nem podem imaginar...
Meus olhos arregalaram, dando toda a atenção para Júnior, sentia medo do que iria contar e Letícia em vez, ficava só sorrindo.
- Tudo bem vou contar... Quando vimos a onça, começamos a correr desesperados e começamos a gritar: "corre para água, corre para água porque na água ela não entra". 
E assim fizemos. Quando pensamos que estávamos salvos, ali na água,  todos os dois sorridentes por vê-la parada na rocha a nos olhar, por alguns instantes antes de sumir, aparece um jacaré que corria em direção do Lucas. 
Comecei a gritar "Lucas, o jacaré! Misericórdia, olha o jacaré!... Ele vai morder seu pé!"
- Tá de gozação não?
- Não...isto é serio! Tudo isto é verdade, linda!
Ele estava me chamando de linda e eu estava gostando... Acreditei e perguntei:
- O que você fez, então?
- Não tive escolha... Tive que me transformar em Rambo, Indiana Jones, sei lá, algo parecido. 
Só sei que eu coloquei o lenço na testa, peguei meu facão na bota e com apenas uma facada na cabeça dele, virou churrasco para nós!
Só se sentia risos, gargalhadas de Lucas... Ele não esperava toda esta imaginação de Júnior, estava despreparado para a sua resposta, que o surpreendeu demais!
Ali pensando, vi que era tudo mais uma de suas palhaçadas para me assustar. Eles se divertiam com esta minha inocência...


E eu acreditava, porque não era uma pessoa que mentia ou inventava e pensava que eles, para mim, seriam sempre verdadeiros... Esqueci que pessoas gostam de brincar, gostam de se divertir e ironizar situações e quem leva desvantagens são aqueles que não sabem jogar, são ingênuos, não sabem enxergar quando tudo não passa de ironia, brincadeira.
Esta sou eu, acreditava em tudo. E eles se divertiam...
Mas eu também estava me divertindo, aprendendo que na vida o divertimento me fazia bem... era tão bom estar vivendo tudo isto! E mesmo sendo difícil para mim, eu estava gostando das alegrias que surgiram assim, ao improviso em minha vida e que se tornavam, cada vez mais, presente. Eu não precisava imaginar, sonhar, me iludir... Estava acontecendo realmente, estava vivendo um presente para um dia relembrar no futuro e me deliciar, sabendo que na minha juventude eu pude ter tido experiências assim como esta.
São privilegiados e de punhos fortes as pessoas que podem e tem coragem de viver o seu presente cheios de aventuras e criatividade.  Porque coisas em nossas vidas, ao meu ponto de vista, devemos viver sempre no presente, procurar realizar e não esperar para que um dia possa acontecer, porque poderá ser tarde demais! E o tempo não espera... ele vai passando e você não fez quase nada que estava na sua lista, acabando em uma cadeira de balanço sem poder contar suas histórias para seus netos, porque não vai ter história para contar... 
Eu já tinha uma linda história para contar e por isto, nem fiquei com raiva deles... Eu também comecei a gargalhar beijando o meu herói!
Meu novo e provável amor era inteligente, astucioso! Ele inventou toda esta história só para que eu esquecesse da caminhada que me deixava nervosa. 
Ele queria apenas me distrair,  porque toda esta conversa surgiu, mas continuávamos a caminhar quando sem que eu menos esperasse, surgiu em minha frente toda aquela radiante beleza!
Como descrever este paraíso? Como dizer para a minha alma o que meus olhos estão doando para ela!


-Nossa que lindo! Que coisa mais linda, vida! 
Fala suspirando Letícia ao ver aquela beleza diante dela!
- Sabia que iria ficar fascinada, amor! Não via a hora de ver seu rosto ao vê-la! Minha nossa, amor, seus olhos estão paralisados.
Eu fiquei calada por algum tempo, porque queria olhar toda aquela beleza... Eu também estava paralisada, muda e quando saiu o som de minha boca, parecia uma explosão porque os meus olhos se encantou com tudo que via!
- Santo Deus, que presente mais lindo que você me deu! É  deslumbrante, realmente fascinante.
- Ah! Então, foi Deus quem te deu tudo isto, não fomos nós, não?
E sorriu, porque sabia realmente que Deus havia nos proporcionado aquela visão!
Assim respondi o abraçando, olhando com carinho e desejo:
- Digamos que vocês foram guiados por Ele para me oferecer um pouco de alegria e paz, porque eu achei tudo isto um paraíso. Eu estou realmente agradecida por tudo que Deus està me fazendo viver!
- Seus olhos demonstram tanto brilho em ver este pequeno paraíso... Eu sabia que você iria gostar, desde quando te falei dela, ontem... Não sei dizer o porque, mas quando te olhava ao te conhecer, pensava que você era um tipo de pessoa que ao ver água não resistiria em somente olhar e sim senti-la. Eu te via assim... 
Que carinhoso ao me falar o quanto procurava me conhecer desde o inicio. Me fez sentir curiosa e alegre então perguntei:
- Mas porque você pensou isto?
- Me diz, primeiro, se estou certo?
"Dizer se estava certo? Não precisava, meu corpo demonstrava... Só havia prazer! Prazer de ver aquele paraíso e todo aquele olhar ao sorrir para mim!" 


Quando ele me falou sorrindo, me perdia!  Cada vez que o via sorrir, eu me derretia... assim, respondi com uma voz macia toda dengosa.
- Sim! Você esta certíssimo... Eu adoro água! Ver um rio ou ver o mar me deixa louca de alegria e quero sim, estar dentro dele sempre que o vejo. Quando entro não sinto vontade de sair para nada. No chuveiro também é assim... minha mãe se enlouquece com as contas a pagar.
Mas porque você imaginou isto? 
Me olhou e respondeu:
- Poderia dizer coisas do ar como voar, escalar montanhas ou... Coisas da terra como acampar em um vale, onde o paraíso são as montanhas que tem em torno, mas em vez, disse água, porque quando te vi olhando todo aquele rio em Cuiabá, a primeira coisa que você fez, foi se aproximar, tirar seus sapatos e se molhar... Tentava pegar a água do rio e eu reparei tudo isto. Não sei se você notou, mas desde que te vi, não fiz outra coisa que te observar.
- Ficou encantado comigo? 
"Mas porque eu fiz esta pergunta? Assim eu o provoco e depois o que faço?
Ai meu Deus, ele me arrepia toda com seu olhar... E' um olhar de pedinte e eu não consigo resistir, mas tenho de resistir, não é o momento para coisas mais quentes... eu acho que não. Mas, isto tem momento? E qual seria?  
Odeio esta coisa de achar que tudo na vida tem de ter seu momento, tem de ser analisado, estudado e esperado. Quem foi que criou essa regra, deveria ser banido da terra... faz a gente procurar uma pureza nas coisas quando a gente não quer, quando na verdade quer experimentar, sentir o gosto, principalmente quando este desejo vem para nos dar prazer! 
E assim, aquela voz lá do fundo do meu eu, me fala como se estivesse me recriminando com as coisas que estava pensando e desprezando:
Olívia, todas estas regras partem de Deus, de seus mandamentos, não desprezá-los!
Mas eu vou resistir porque eu sou uma que verdadeiramente faz parte dessa regra, mas não sei até quando! Esperar... esperar... esperar o quê? Vivo me perguntando."
Pensamentos relâmpagos surgiram antes que me respondesse... aliás, ele já estava respondendo e eu não escutava nada... eu estava no mundo da lua e quando me despertei, só via a sua boca se aproximando, suas mãos  atrevida me tocando. Quando dei por mim, já estava rolando no meio de um gramado que tinha ali perto da cachoeira... Acho que se entrasse na água, naquele momento, sairia fumaça por apagar aquele meu fogo.
Letícia me chama... ela me salvou, consegui esperar o momento certo... se é que existe isto!
Na verdade, ela não me salvou... acho que me atrapalhou! Por pouco, não esperava nada! Esperar o quê? Por que tenho de esperar? Aquele beijo foi tudo! Eu estava fervendo de prazer...


- Olivia, vem! Vamos vestir o biquíni?
- Vai... vai la vestir o biquíni... não vejo a hora...
Falou Junior com um ar de desejo.
- Não vê a hora de me ver de biquíni? Mas o que vai mudar? Não vai mudar nada!
Respondi.
- Ei, espera, você não me deixou terminar a frase... eu estava dizendo que não vejo a hora de entrar na água... Nossa, mas por que toda esta defesa? Tudo bem, quero te ver com este biquíni sim... não vejo a hora de entrarmos nesta água. O que vai dizer agora?
Perguntou para mim.
- Nada... Vou vestir o biquíni.
E assim, fui para perto de Letícia, pegamos o biquíni e perto de uma árvore  enquanto nos vestíamos ela começou a falar da cachoeira, o quanto gostou do lugar e me perguntou se eu havia gostado. 
- Nossa, é tudo tão lindo!
De repente comecei a ouvir um barulho... Era vozes dos dois que estavam organizando algo que não conseguia ver. Então perguntei:
- Mas, o que eles estão fazendo?
- Estão montando as barracas!
- Mas que barracas?
- Olivia, não vai me dizer que você não viu eles trazendo barracas nas costas, enquanto caminhávamos?
- Não... eu não sabia que eram barracas, pensava que eram mantimentos, e outras coisas mais. Mas porque barracas?
- Provavelmente vamos acampar, hoje e aqui, porque vai ficar muito tarde para voltarmos... Lucas disse que não tem perigo algum!
- Meu Deus! Mas, como não tem perigo, isto aqui é mato puro! 
- Por isto mesmo que voltar tarde é muito mais perigoso... Eles vão fazer uma fogueira e montar as duas barracas e amanhã cedo, depois de um belo mergulho, a gente vai para o sítio.
- Estou nervosa... Vocês fazem as coisas e eu nunca sei o que vão fazer... No mais, vou ter de dormir com Júnior em um barraca... Minha nossa!
- Olivia, não fazer seus dramas. Eles já fizeram isto e não aconteceu nada, ao contrário, eles disseram que dormiram tranquilamente.
- Você sabe de tudo e eu nada sei... Porque Júnior não me falou nada quando estávamos caminhando?
- Porque você só fazia que reclamar e não escutava.
A este ponto eu me esfriei toda, aquele calor dentro de mim virou brasa apagada. Sentia medo de dormir ali, no meio da mata.
Muitas vezes, achava toda esta aventura um pouco louca... Fazer tudo isto só para estar perto de uma cachoeira? Correr perigo por causa de água? Para mim era muito complicado enfrentar aventuras como esta, mas também sentia que deveria viver tudo isto, porque era diferente e muito agradável, mesmo sentindo medo, às vezes. 
Comecei a me acalmar, comecei a imaginar que ele perto de mim não deixaria acontecer nada grave. Perto da cachoeira, tinha um espaço aberto e o mato era raso, parecia um gramado e era ali que eles estavam montando as barracas. 
Vestimos os biquínis e fomos ao encontro deles para ver tudo de perto.
Sentia o olhar dele querendo ver o biquíni, mas estava com uma camiseta por cima  e provavelmente isto o deixou bravo... 
Letícia ao contrario, já foi para perto deles só de biquíni. Quando o olhei, vi no rosto dele uma enorme interrogação como se quisesse me perguntar porquê de colocar uma camiseta, mas não falou nada, só me abraçou e falou da montagem da barraca. Me explicou que não havia perigo algum, que eu poderia estar tranquila. 
Me senti mais segura quando ele falou todo carinhoso me abraçando forte e me tocando por todo o corpo. Acho que queria sentir o biquíni e murmurou... 
- Tira esta malha! Vai, tira ... daqui a pouco, termino aqui e a gente cai na água!
A brasa se acendeu novamente...
Quando ele me olhava e me abraçava, não era como tantos casais que existem nesta vida... casais tranquilos como se fossem totalmente acostumados um com o outro.
Comigo não era assim... Era tudo descoberta! 
Havia uma timidez da minha parte e muitas vezes, me sentia em dificuldade de aproximação e quando me aproximava dele, tudo mudava. A começar do coração que acelerava, meu corpo esquentava... Eu fervia por dentro, não era normal! 
Era como se colocasse gasolina no motor de uma Ferrari ou... igual uma água de rio perto de uma cachoeira ou... como uma águia em voo,  um vulcão em erupção... meu corpo parecia que havia feito sauna, tudo suava... havia muita sensação, muito desejo!



Augusto Júnior... stop!

Havia muito desejo entre nós e agora, depois que coloquei o biquíni que ele queria tanto ver em mim, eu estou achando que ele está sentindo o mesmo...
Enquanto ele terminava de montar a barraca, eu fiquei ali pensando coisas:
"Minha nossa! Seus olhos parecem fogo e se aproximar muito eu viro cinzas! Se eu bebesse toda esta água doce, deste rio, penso que não me acalmaria e nem ele!
Não sei o que ele está pensando, não sei o que poderá acontecer... Só sei que deveria esperar... 
Ele está muito diferente, hoje. Está mais corajoso no modo de se expressar, não tem medo de pedir o que deseja...


Está totalmente atrevido, como se não quisesse respeitar nenhuma regra. Mas, quando se trata de sentimento não pode haver regras! Nossa, eu estou muito confusa. Sei o que quero, mas estou fugindo.
Tem hora que sinto vontade de conversar com a minha irmã um pouco, para saber a sua opinião. Mas eu evito. Letícia me entende, me conhece demais, mas sempre tenta mudar o meu jeito de ser. Na verdade, ela não me escuta e sim me induz a fazer o que ela pensa que é o certo. Talvez, a opinião dela seja mesma a certa... Na verdade, eu preciso do empurrão dela e sei até o que iria me dizer."
Assim, ela se aproximou e me falou baixinho, enquanto os dois estavam distraídos:
- Ele não tira o olho de você. E acho que chegou o momento, maninha, de se curtirem o máximo!
- Você acha isto? Talvez, seja melhor esperar mais!
- Esperar o quê?  Você fica ai pensando em esperar, esperar... mas no final vão acabar juntos, então te pergunto: quê você quer esperar se já estão se desejando? Estamos em férias, é uma coisa passageira, vai terminar e quando estiver faltando uma semana, você resolve se entregar e quando for embora, vai viver toda a viagem a pensar porque não fez antes. E ao contrario, poderia estar recordando belos momentos que viveram, tudo que fizeram de belo, do mais simples toque de mão, até ao sexo!
Sabe, Olívia, isto que estamos vivendo é uma aventura e vai acabar, pense nisto.
Dali, levantou uma outra Olivia decidida, mas ainda um pouco moderada...Minha irmã estava certa. Não vou esperar mais nada...
A barraca estava pronta e tínhamos muita merenda e bebidas para nos aventurar à vontade. Ele me pegou pelo braço e me levou para a água...


Dali em diante, não tive mais sossego. Lucas o chamou para pescar mas ele não queria...
Letícia naquele momento falou para Lucas nos deixarmos sossegados um pouco e assim, fomos para a barraca depois de tanto estar na água, com a desculpa de nos secarmos e me mostrar tudo lá dentro. Até parece que eu acreditei...
Me tocava, me tocava por toda a parte que podia e que eu permitia. Olhou minha tatuagem e quis saber o que significava. Expliquei que era as iniciais do nome de minha avó materna... Dizia que fiz a tatuagem porque a amo muito e que meu coração era dela. 
-  Só dela?
- O que? Não entendi?
- Seu coração, é só dela? E eu?
- Quase seu! 
"Que resposta que estou dizendo... Este coração já é dele a muito tempo... Não vou dar o braço a torcer, onde já se viu? Não vou me entregar fácil os meus sentimentos... Posso demonstrar, mas dizer, ainda não!"


O toque de suas mãos me faziam ir às nuvens, seu beijo me excitava demais!
- Não posso continuar, agora não?
- Por que não? O que nos impede? Estamos aqui dentro, tranquilos, a sós e eu estou te desejando tanto...
- Eles podem aparecer ao improviso...
- Não vão, claro que sabem que não queremos os dois aqui. Não pensar... me beija, esquece tudo, só me beija. Eu quero tanto estar com você!
E assim, foi só esquentando, e então, falei... eu era próprio um desmancha prazer, aquilo não era coisa de se dizer.
- Não temos camisinha, por isto que devemos esperar... só vou estar com você quando você comprá-las! Pronto, falei.
- Claro que tenho! 
- Você tem?
- Sim... comprei lá no armazém. Enquanto vocês compravam biquínis, eu comprava camisinha.
- Mas, esta camisinha pode não funcionar e depois, não terá mais para nos socorrer.
- Tem mais de uma! Eu comprei várias...
- Quantas?
- Mais de trinta...
"Meu Deus, o mês só tem trinta dias... já estamos terminando a primeira semana e ele me compra mais de trinta... Onde isto vai parar? Como é atrevido, quando me deseja... como é deliciosa a sua mão em meu corpo... eu estou tremendo, cada vez mais, e penso que ele sente tudo isto que vem de dentro de mim, porque a minha respiração está anormal, muito ofegante!
Ele fala pouco e me provoca com suas mãos sem parar... não consigo mais esperar nada! Eu o desejo, e sei que quando me sentir completamente tranquila, aí sim ele vai sentir e ver quem é que comanda aqui.
Eu sou possessiva, gosto de liderar e quando o beijar, ele vai sentir que eu quero mesmo é sugá-lo, saboreá-lo, provocá-lo!"
Não esperei mais... Me entreguei totalmente! Quanta calma, quando me silenciei... Quanto carinho e como foi maravilhoso!
Que recordação louca vou ter para toda a minha vida! 
Eu o acho lindo e agora, estou dentro de uma barraca em seus braços e ele pedindo bis! Ele sabe fazer... Bem, não é o que estão pensando, me deixa terminar... Ele sabe fazer uma mulher feliz! Estava ali, naquele cantinho  aconchegante e não queria mais sair, por nada... meu ninho de amor... Só existia perfume de flor!


Eu não vou  descrever o que fiz, porque seria um pouco exagero, pois, é o meu mais profundo íntimo. Posso dizer que tudo foi divino e os detalhes eu guardo dentro de mim, para sempre! 
Quanto às camisinhas, ainda tem um monte para se usar por toda a noite, afinal dormiríamos ali. 
O que sei é... que para chegar no fim do mês, teremos de comprar mais. Eu calculei errado.
Um som surgiu...
- Vamos dar um mergulho, agora, e depois, pescar, que tal? 
Assim, Júnior falou depois de nos acalmarmos... Era fim de tarde, mas a claridade ainda era intensa.
- Eu adoro pescar e queria poder pegar um peixe. Adoraria!
Respondi sorrindo para ele.
- Talvez, Lucas tenha conseguido pegar algum... Se conseguiu, a gente vai assar nesta noite na fogueira. Você vai ver como é legal aqui de noite... não precisa sentir medo, o fogo nos protege e a barraca é muito fechada, não tem nenhum perigo.
Todo carinhoso querendo dar proteção.
Quando ele saiu para falar com Lucas, pôde perceber que se ele não pescasse,  não teria peixe, pois, Lucas também se enfiou dentro da barraca deles. Então, Júnior preparou o anzol e lá fomos nós pescar ali por perto.

Autora: Aymée Campos Lucas
Aventura de Louco, Todo Mundo quer um Pouco
Capitulo 9
Todos os direitos reservados 



Para quem desejar ler o inicio do meu livro, este é o Link:



Ufa! Consegui realizar o nono capitulo e adorei! Não via a hora de poder postá-lo e agora, vou rumo ao décimo... Minha Nossa Senhora, rumo ao décimo, pra mim, é demais!
Me aguardem!



domingo, 12 de maio de 2013

Existe um lugar certo para chorar?

Eu preciso chorar, mas não encontro um lugar.

Uma das coisas mais difíceis nesta vida é chorar, não tem como achar um lugar.
Chorar é uma necessidade como qualquer outro tipo de ação,  porque talvez, poderia te curar até de uma depressão.
Mas, se você chora dentro de casa, logicamente vai entrar no banheiro, e se nesta casa vive outros com você, na porta vai bater... se abre, pode saber que deverá responder a este ato sem querer. Parece até que nos condenam e precisam de respostas para que te dê a liberdade. Mas, era somente um desabafo, nem eu mesma sei o porquê de tanto choro. Como posso explicar que as minhas lágrimas não valem ouro?

Desista de fazer isto em casa e vai procurar outro lugar. Onde? Nada melhor que uma igreja, lá, posso chorar e ninguém vai querer saber o motivo deste choro, ali todo mundo chora e depois vai embora. Esquecendo que, ao experimentar este novo modo de chorar, não tive sossego, quando ao chorar, o Padre ao pregar me fazia sentar, ajoelhar e levantar.
Foi assim que percebi que a igreja não era o lugar certo e necessitava imediatamente de encontrar um lugar ali por perto, mas qual? Oh meu Deus! Justo eu que pensava que chorar fosse tão normal.

Nada é fácil neste mundo, nem chorar mais eu posso. De repente, olhando bem em frente, senti vontade de sorrir, minha face se esplandeceu, o sorriso tomou conta do meu rosto, pois, encontrei um lugar que foi Deus a me mostrar com gosto.
Olhei aquele território sem fim, todo para mim. Era um cemitério e ninguém poderia me ver, nem mesmo num aéreo.
Feliz e contente fui chorar, precisava só encontrar um lugar para me sentar... assim, fui escolher:
"Aqui Jaz Maria"... não gostei, decidi que ali não ficaria. Pouco em frente tinha o túmulo de Miguel, tinha da Carmelita e um outro escrito: "Aqui Jaz um Coronel". Tinha túmulo até de um cão e escolhi chorar no túmulo do João.

Quando me preparei para o primeiro respiro de um grande choro e as lágrimas iniciavam a cair, surgiu uma mulher, que mais parecia vigiar por toda a noite e todo dia aquele túmulo, desejando descobrir se João tinha uma amante. E por infelicidade, naquele instante, tudo se transformou em calamidade.
Ela se alterou, me avançou tentando me bater e gritava:
- Então era você, que eu também tive que manter?
Cuspia ao gritar, que mais parecia um chuveiro e dizia:
- Onde está todo o dinheiro que deixei com meu marido? Foi você,  sua safada, que dormia com o meu querido? E agora? Vem chorar para pedir perdão, bem aqui, no túmulo do meu João?
Era uma esposa traída e falida, pensando que fui eu a destruir sua vida.

Naquele instante, descobri que nunca mais poderia chorar no túmulo de uma pessoa estranha. Por pouco apanhava, pois, o João, mesmo morto, ainda tinha alguém que o amava. Na verdade, descobri que não poderia mais chorar, por não encontrar um lugar justo para ficar.

Autora: Aymée Campos Lucas


Escrevi este texto depois de ver na televisão uma comediante italiana recitá-lo, de um modo diferente. Achei maravilhoso, criativo e tiro o chapéu para uma artista como ela.
O tema recitado foi enorme e o que eu escrevi  pouco por tudo que vi ela representar ao utilizar este tema: O CHORO.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

CIRCULO VICIOSO

CIRCULO VICIOSO 
MENTE SUJA E PERIGOSA


No meu quarto, agora, relato... Neste quarto, escrevo minhas mais certas linhas com todo inverno lá fora que, olhando pela janela, o que vejo são enormes flocos de neve que tomou conta dos telhados, carros, estradas e jardins desta linda cidade chamada Londres! Maravilhoso olhar toda a cidade branca, como se houvesse uma completa inocência, onde, na verdade, esta inocência não existe em nenhum lugar deste Mundo.


Sou uma pessoa que desiludiu com amores. Mas ao improviso... Tudo mudou em mim.
Com a vida eu nunca me desiludi! Procuro buscar a felicidade nas coisas que faço e em tudo que vejo. 
Eu sempre gostei de ser um homem sozinho. A solidão para mim é auto descoberta, é visão. Eu me sinto bem assim! Não preciso estar ao lado de alguém para dividir meu aprendizado e conceitos. 
Preferi este caminho que parecia ter menos espinhos. 
Assim era como pensava... 
Mas mesmo assim as pessoas se aproximam de mim, me contam suas historias, seus desabafos e eu as escuto sempre como se fosse uma esponja que absorve tudo e ali fica sem retirar de mim, sem confidenciar com ninguém.
Em minha casa, em meu trabalho tem sempre alguém que vem à mim contar seus segredos e com todos esses segredos que escuto e que convivo, pude perceber, observar que mesmo estando em vários ambientes em que vivo, essas vidas se cruzam! E' impressionante como que em uma cidade como esta, enorme, uma só pessoa pode estar no meio de tantas vidas. Se não soubesse absorver todos estes segredos muitas coisas complicariam... 
Que se dane a complicação! 
Pois hoje nesta folha em que escrevo vou revelar, desabafar e denunciar tudo que sei, tudo que relatei e vivi e que por muito tempo me perturbou. Agora não quero mais esconder!


Me chamo Peter Carl e por muitos anos vivi em Manhattan. 
Nasci no subúrbio de New York, Nova Jersey. 
Me tornando um escritor, escolhi viver a Manhattan em um loft aconchegante, cheio de quadros importantes na parede, uma decoração de classe com uma cozinha personalizada, muitas plantas, e um cão que se chama Charles. 
Charles é o meu amigo fiel, meu companheiro de jornadas. Nos entendemos em tudo como se falássemos um para o outro!
Foi sempre nesta casa que me refugiei para escrever. Esta casa tinha meus segredos revelados em livros, grandes livros que escrevi.
Eu, além de usar meu tempo nesta casa para escrever, também trabalhava em uma Editora chamada Phoenix. A Editora carrega o sobrenome de uma família muito conceituada onde um de seus fundadores é pai de John. John Phoenix.
Nesta Editora que trabalhava via tantas pessoas e eu sou criador de duas revistas famosas desta empresa.


Hema! O que dizer de Hema Kuhn! Hema era a minha secretaria. 
Sempre quando me dirigia a ela era muito conservador e só falava dos trabalhos, da produção que desejava da parte dela, de seu trabalho, mas, Hema se sentia segura falando comigo, e muitas vezes confidenciava seus segredos, pois, sabia que eu escutava e me calava!
Hema desde jovem iniciou a trabalhar e conseguiu este cargo aos seus 23anos. Muito inteligente e capaz e atualmente tem 26anos.
Um dia, ela se aproximou de mim e respirou forte para conseguir desabafar e disse:
- Sr Carl, posso lhe pedir ajuda?
Que estranho... naquele instante meu coração bateu mais forte, não entendi...
Para que ela se sentisse mais a vontade, eu disse:
- Hema, se você precisa de minha ajuda, que tal me chamar de Peter?
- Me desculpe! Tudo bem. 
E sorriu para mim, e seus olhos se abaixaram de vergonha!
- Então, fale! Que tipo de ajuda poderia te dar? Saiba que se eu puder te ajudar, estarei a sua disposição.
Ela respirou forte novamente e falou:
- Eu... me apaixonei por um jovem de minha idade e queria poder entender seu silencio. 
Queria poder conquistá-lo, pois, o vejo sempre, somos íntimos, é meu namorado e está sempre comigo em minha casa, mas não sei porquê o sinto distante a cada dia. Antes, não era assim e agora, não recebo a sua atenção. Esta sempre ali, mas sempre distante, frio e muitas vezes defensivo e isto, eu preciso entender!
Eu queria saber, se ele está assim, por que continua indo ao meu encontro?
- Eu o conheço, Hema?
- Sim... talvez... não sei dizer!
Ele não trabalha aqui, mas o conheci aqui, pois, é filho de Sr John Phoenix.
Ele é um homem independente de seu pai, tem a sua profissão, é um advogado de carreira promissora, tem seu próprio apartamento na 54°Avenida Edifício 17. Seu nome é Erick Phoenix.
... Ao pensar, este nome não era estranho para mim! 
Não conhecia o filho de John. E jamais poderia imaginar que Erick fosse filho de John!
Ouvindo aquele endereço, pude perceber que era o mesmo edifício ao qual eu vivia, e Erick, já o conhecia!
A olhei calmamente como se não soubesse quem era Erick e falei:
- Hema, posso sim te ajudar... com mais tempo, analisaremos esta situação e se você aceitar podemos almoçar juntos, tudo bem?
- Sim e agradeço desde já! 
- Então, volte ao trabalho e não esteja a pensar nas coisas que te perturbam, para não afetar seu trabalho. 
- Sim, Senhor Carl. Me desculpe... Peter! 
- Hema... me desculpe, mas como chamam seus pais?
- Meus pais? Por quê? 
- Apenas curiosidade em saber seus nomes, nada mais!
- Se chamam Richard e Sophia Kuhn. Mais alguma coisa que deseja? 
- Não, obrigado, Hema.
E sorriu saindo, deixando a porta um pouco aberta e assim eu sentia pela primeira vez o seu perfume vindo até a mim e respirei forte... era muito bom, um aroma que te transportava para mil desejos e imaginação.

Erick era meu vizinho, filho de um grande amigo de minha família, John Phoenix.
Mas eu não sabia! Eu nunca soube o sobrenome de Erick.
John era um colega de escola de meu pai e quando se formou, assumiu o cargo de editor chefe da Editora de seu pai e anos depois me contratou. 
John se casou muito cedo, mas sua família eu não conhecia profundamente.
Sei que ele ainda está casado mas não vive bem seu casamento. 
Sabia que sua mulher Stella tinha um amante chamado Richard Kuhn, motorista particular de sua casa. John havia mencionado este fato à mim. Depois que o contratou, exigiu que dormisse com sua mulher, assim, teria liberdade para viver como desejava. E agora, por minha surpresa este motorista é o pai de Hema!
Foi depois de unir estes personagens, que pude contar esta história de um circulo amoroso e vicioso  que no final, eu mesmo entrei ao me apaixonar por Hema.
Não sei porquê, a cada dia que ela relatava seus sentimentos, fui me envolvendo, desejando poder livrá-la de um sentimento insano, sujo, que não parecia fazer parte de uma pessoa tão pura e sentimental.


Hema amava Erick, isto era certo! E Erick?
Erick todas as manhãs caminhava comigo, levando nossos cães ao parque. E por sermos vizinhos e amigos sempre tínhamos o mesmo horário para conversarmos de tudo, falar da vida!
Um dia, em uma de nossas caminhadas ele falou, aliás, mais parecia um pedido de ajuda e... perdendo o controle me confidenciou algo pedindo conselhos...
- Peter, eu nunca te falei mas tenho uma namorada. 
Namoro esta bela jovem à dois anos e agora, não sinto mais a mesma coisa por ela como sentia ao inicio. Perdi o controle da situação quando me apaixonei por sua mãe. Nos apaixonamos. Durmo com ela, fazemos loucuras para nos encontrarmos... mas estou sem coragem de dizer a verdade a minha namorada, não sei como ela poderá reagir.
Me recordo que não sabendo quem era esta namorada, o aconselhei de ser sincero e falei:
- Erick, não manipular as pessoas, não jogar com vidas porque cada vida tem sentimentos e você além de ferir, perde tempo para poder crescer e escolher a coisa justa para você. Outra coisa, Erick, aprenda desde já, nunca fique por cima de um muro... ou você afaste dele, ou ultrapasse e viva o que escolheu, o que foi melhor para você.
Se você quer desenvolver, crescer, então faça assim, não pense em meios termos, só vai adiar o que você já sabe!
Ele me olhou extasiado e disse:
- Nossa... minha nossa! Você... o que posso dizer? Você me ensinou uma coisa que jamais havia refletido dessa maneira! E' maravilhoso esse seu modo de pensar, sinceramente, eu estou pasmo! Eu nunca quis magoar minha namorada, ela não merece o que fiz!
- Mas, magoou... agora não tem mais volta, não tem como adiar, fale! Isto seria o certo a fazer, para se sentir ainda um pouco digno!
Erick, a mãe de sua namorada é divorciada?
- Não... não é! Quando conheci minha namorada seu pai estava a procura de trabalho e eu o ajudei oferecendo um cargo de motorista particular de minha família. Seu pai se tornou motorista de minha família e um dia, descobri que ele dormia com minha mãe.
- E você não fez nada?
- Não... era a vida de minha mãe, e sei que ela sofre no meio em que vive. Meu pai a despreza! Eu odeio meu pai por isto, por ter tirado de minha mãe toda a alegria que nela existia. E também eu não poderia fazer nada porque carregava uma culpa!
- Isto é verdade. Mas, então, antes de saber que ele dormia com sua mãe você já estava com a mulher dele?
- Sim, me envolvi com a mãe de minha namorada logo depois de estar apenas meses junto a ela.
- Meses? E você deixou passar dois anos para resolver o que fazer? Isto só tem um nome... se chama injustiça, me desculpe dizer, mas você privou uma pessoa de ser feliz!
- Eu sei, agora vejo o quanto errei com minhas escolhas, e tenho de fazer algo.
- Isto sim seria o justo.
Neste momento continuamos a caminhar...


Depois de me recordar destas palavras e ligar os fatos, fiquei imaginando em que confusão eu estava entrando. 
Pensei veloz:
"Hema Kuhn ama Erick Phoenix que é filho de John Phoenix
Erick Phoenix ama Sophia Kuln que é mãe de Hema kuln.
Sophia Kuhn ama Erick Phoenix.
O Marido de Sophia Kuln, Richard Kuhn é amante de Stella Phoenix, mãe de Erick Phoenix.
John Phoenix pai de Erick Phoenix, casado com Stella Phoenix deseja Hema Kuhn a todo custo. John Phoenix é um homem que não desiste do que quer.
John era um amigo e agora, mais do nunca, se tornou meu inimigo!
Círculo vicioso, círculo falso, insano! Todos escolheram uma vida e as destruíram.
Estão todos casados e Erick que não é casado, usa falsidade para estar perto de uma mulher, que não tem coragem de jogar fora a sua vida de casada.
 Havia passado meses depois que conversamos e a situação que ele criou não tinha mudado.


Neste circulo vicioso em que entrei, tem Hema, desejada por um homem que é frustrado, sem direção, dependente financeiramente de seus pais, que eram ricos, muito ricos!
John é um pervertido, poderoso, usa drogas sem fim e cada noite dorme com um estranho ou mulheres promíscuas. 
E é assim, que John usa suas riquezas. Ignora a sua mulher... ela não existe para ele.
Um dia, em uma de nossas reuniões de trabalho ele veio a mim desesperado, dizendo de sentir vontade posseder a namorada de seu filho. Quando me confidenciou isto, não poderia imaginar que esta namorada fosse Hema. 
John desejava Hema, aquele porco homem desejava tocá-la e agora que sei não poderia permitir. Estando todos os dias em sua presença sei muito mais sobre seus desejos insanos. Tudo isto, eu sei através de suas confissões constantes ao trabalho que eu era obrigado a escutar. 
E para aliviar minha cabeça eu escrevia, assim, esquecia que vivia dentro de um ambiente tão indesejado por mim! 


Hema é de uma beleza fulminante, radiante! 
Tão clara, tão singela! Cabelos ruivos, rosto com sardas, olhos cor de mel, corpo desejável, sorriso extremamente cativante e um olhar fatal mas sofrido!
Eu comecei a perceber que desejava toda aquela beleza ao meu lado a cada dia que se aproximava de mim para confidenciar seus segredos e desejos.
Eu não poderia relatar coisas que sabia. Não era justo... ou era?
Não.. ela não acreditaria! Eu teria que agir de um outro modo e fazer com que seus olhos mudassem de direção.  
Deveria fazer com que seus olhos me enxergasse não como um amigo, um conselheiro e sim como um homem carente de amor. Um homem que deseja novamente amar!
Mudei todo o modo de ser e agir quando a conheci mais profundamente.
Com o passar do tempo, a Erick eu sempre aconselhava de amar quem ele desejava. Aconselhava de aceitar seus erros e aceitar verdades que não teria como voltar atrás. Amar a mãe de Hema e assumir. Assim Erick deixaria Hema livre para mim!
Eu estava dentro desta trama e somente eu sabia as verdades, podendo fazer tudo que quisesse. Mudar a historia, o rumo da historia...
Mas, eu não importava em mudar nada! Eu desejava somente Hema, desejava afastá-la desse irreal e viver momentos verdadeiro e felizes com ela.
Mas, tinha um grande problema, a Editora. Pois o dono da Editora, a desejava em seu leito. John era um homem cruel. 
Eu me afastei dele depois que me revelou isto, conseguindo tratar minha vida profissional sem tanta aproximação. Muitas vezes, depois de reuniões ele me convidava para comemorarmos e falarmos um pouco mas sempre encontrava desculpas para evitar.
John tem um poder enorme e, eu dependia deste cargo pois era ali que meus livros eram publicados e minhas revista divulgadas. Recomeçar seria difícil, mas estaria disposto a tudo para fugir deste ambiente pérfido, onde era o paraíso deste pervertido, que muitas vezes se drogava antes de importantes reuniões, deixando toda a equipe desgovernada.
Hema não sabia que John era assim e o considerava muito, pois era o pai de Erick. Mas, Erick o odiava escondendo sempre de Hema toda a verdade sobre seu pai.


-- O que vai querer Hema? Aqui servem pratos saborosos e preparados com temperos dos Reis!
Falei sorrindo para ela.
-- Para dizer a verdade não tenho fome, não costumo almoçar em restaurantes. Eu não me sinto tão bem em ambientes refinados como este, me desculpe.
-- Então porque não mudarmos de ambiente? Compramos um belo sanduiche e comemos ao caminhar pelo parque próximo a empresa, que pense?
-- Eu adoraria, agora sim que minha fome apareceu!
E foi assim que pude estar mais próximo dela pela primeira vez. Tudo estava andando bem, quando iniciou a falar de Erick, afinal estava junto a mim por este motivo.
Então falei:
-- Já que o mencionou, conte-me como foi que o conheceu?
-- Foi de um modo surpreendente conhecer Erick. Conheci quando estávamos caminhando pelos corredores da empresa, onde ele derrubou todos os manuscritos que havia em minhas mãos, e envergonhado começou a pedir desculpas e ao me ajudar a recolher me olhou com carinho me convidando para sair com ele e assim... eu aceitei e desde então passamos a nos conhecer até quando iniciou um namoro.
-- Hema você no escritório me fez uma pergunta e eu para te ajudar poderia te responder de dois modos.
-- E quais seriam?
-- Se Erick esta frio com você mas continua a ir ao seu encontro sendo defensivo, o que pensei foi que neste ambiente tem uma outra coisa que o faz estar ali.
-- Mas o que por exemplo?
-- Isto não tem como te dizer porque não sei o que tem ali.
-- Televisão... ele odeia televisão, não poderia ser! 
E sorriu dizendo:
-- Estava brincando! E qual seria o outro modo?
-- O outro modo seria que você deveria afrontar este problema diante dele, pedindo esclarecimentos, ou mesmo antes que te dissesse qualquer verdade que você não queira escutar, se afastar dele. Porque se existe algo ele aceitara seu afastamento, mas se na existir ele ira te procurar para corrigir qualquer erro que ele tem cometido, por te amar.
Hema às vezes na vida coisas surgem sem que nos a desejássemos e devemos afronta-la. Tudo que surge em nossas vidas servem de lições para que andando estrada a fora tudo se torne mais claro e construtivo.
Eu sei que agindo assim é cruel e você poderá perder algo que tanto ama, mas se não afrontar jamais saberá se realmente esta pessoa te ama, jamais saberá o que ele seria capaz de fazer para não te perder.
Você não teria outra escolha para poder se sentir bem com você mesma, pois existem coisas que nos perturbam, nos atrapalham estar bem no dia a dia, nos fazendo perder interesse por tudo que realmente é grande e importante para nos. Nos perdemos nossa dignidade Hema e olhamos tudo ao nosso redor com a cabeça baixa.
-- Nisto você tem razão, pois eu tenho me sentido assim, mal comigo mesma. Tenho me olhado no espelho e não tenho gostado do que vejo, pensando que ele também não goste.
--Me escute Hema, eu quero muito te ajudar, porque você é muito especial e eu quando te olho te vejo linda e inteligente, é isto que você é. Aquela imagem que você esta vendo por enquanto é só você que vê, mas se não mudar, serão poucos que irão te levantar e te orientar. Pessoas em geral não gostam de estar perto de seres que não trazem conforto e alegria, elas se afastam, mas somos nos que fazemos com que se afaste.
E saiba que eu te admiro muito para te perder!
E foi assim que mostrei meu lado amoroso para ela... falando e olhando em seus olhos profundamente.
Que sensação maravilhosa que estava sentindo. Eu estava admirando aquela singela mulher com outros olhos. Olhos de desejos! 
-- Peter sempre fui curiosa em uma coisa... Qual a sua idade?
-- Tenho 42anos. Porque esta curiosidade?
-- Em seus livros sempre via sua biografia, mas sempre achei que esta idade fosse irreal por te ver mais jovem!
-- Sempre me dizem isto, mas a idade é mesmo esta. Desejaria poder haver menos!
-- Porque? Retornar me parece perda de experiências e aprendizado. Você com a idade que tem aprendeu tanto! Eu posso dizer que te admiro demais por haver grande percepção das coisas que esta em seu redor. Não consigo ver o porque de retornar. 
-- Você tem sim razão, mas tem vezes que sentiria vontade de ser olhado não só por haver experiência e sim por ser um homem que se sente muitas vezes só e carente de um amor. 
-- Não é possível que estou escutando isto de você, pois você tem tudo para fazer uma mulher se apaixonar por você!
-- Não a mulher que desejo! Ela esta com olhos direccionado a um outro alguém.
-- Então existe uma mulher? Quem é? Eu a conheço?
-- Hema esta ficando tarde, que tal voltarmos? 
-- Sim é verdade, vamos então, mas agora estou muito curiosa!
E sorriu...
-- Esquece, não existe ninguém!
e assim me calei, retornando ao trabalho. 


Passados dias depois daquele encontro, tudo andava normalmente, quando um certo dia não via Hema chegar ao trabalho.
Me dirigi a uma colega sua de trabalho e questionei a sua ausência quando ela me responde: 
-- Hema chegou, desde cedo esta em uma reunião com Sr John Phoenix.
-- Reunião? Que estranho, não ouvi nada sobre isto!
Me afastei dali, mas confesso estava muito preocupado! 
Achei muito estranho tudo isto. O que aquele homem poderia estar elaborando? Seria alguma coisa ruim e programada só isto. Eu sei muito bem onde ele queria chegar.
Com todos os meus pensamentos Hema retorna à sua sala e se aproximando de minha porta pede para entrar:
-- Posso entrar Peter?
-- Hema, entre!
-- Estou muito magoada, muito triste com tudo que me aconteceu ontem, queria sumir!
-- O que houve?
-- Ontem quando voltei para casa depois do trabalho, estava decidida em conversar com Erick como me aconselhou, pensei que seria a coisa justa a fazer.
-- E o que falou, o que aconteceu?
-- Nada, Eu não falei nada! Não foi preciso.
-- O que houve Hema? Como assim não foi preciso?
-- Peter, Erick estava em minha casa... Estava com minha mãe! Estava ali os dois se beijando e se tocando. Eu estou muito mal, não sei mais o que fazer!
Alias, sei sim o que fazer. Naquela casa eu não volto mais.
-- Hema o que você estava fazendo na sala de John?
-- Estou falando uma coisa importante para você sobre mim e você quer saber o que fazia ali?
-- Hema tudo isto eu já sabia! Preciso saber o que John queria com você?
-- Já sabia? Como assim já sabia?
Sem pensar e enraivecido com John falei o que não deveria dizer. Eu sou assim quando fico nervoso, perco a razão.
-- Hema por favor, uma coisa de cada vez... Eu sabia de Erick com sua mãe, não podia te dizer porque era um problema em que ele e você deveriam afrontar, era ele que deveria te dizer, não poderia falar!
-- Como não? Éramos amigos, te pedi ajuda!
-- Você não acreditaria, como não ira acreditar se eu te disser uma outra coisa agora que sei!
-- Outra coisa?
-- E' sobre John Hema! Ele te deseja a todo custo! Ele te quer em seu leito.
-- Que coisa esta dizendo? Que absurdo, eu não acredito em você! Você diz isto só porque soube que vou trabalhar para ele. E fique sabendo que depois que ele soube de tudo que aconteceu quis me ajudar, sabia? Ele me deu a chave de um apartamento onde poderei estar tranquilamente!
-- O que disse? Vai trabalhar para ele? Chave de apartamento? Mas que loucura é esta Hema? Você não tem ideia do problema que esta indo de frente! Onde esta esta chave? Dai-me!
-- Ele só quer me ajudar! Você é um ser desprezível, malicioso e falso, não te darei nenhuma chave, esteja longe de mim!
Neste instante a peguei pelo braço e com um impulso puxei para junto de meu corpo e a beijei ardentemente e com um olhar profundo disse:
-- Você não ira para nenhum apartamento, eu não vou deixar!
-- Solta-me, mas o que esta fazendo?
E naquele instante tentou me bater avançando sua mão em meu rosto, mas a segurei e a olhei enraivecido por não me entender e gritou:
-- Eu te odeio!
-- E eu te amo!
Não resisti e a beijei novamente deixando-a pensativa dentro de minha sala.
Disse:
-- Não saia desta sala! Tenho que falar com John! 
Entrei em sua sala sem ao menos avisar e com tamanho nervoso olhei agressivamente... E com minha voz estava alterada e tremula disse:
-- Ou você desfaz o que planejou ou eu te denuncio por tudo que sei sobre o que anda fazendo neste período em que esta crescendo nesta editora.
-- O que esta dizendo Peter? Porque toda esta agressividade?
-- Você não muda! Sempre com este ar de poder que te faz pensar que pode passar por cima de todos! Como ousa fazer com que Hema venha trabalhar para você! Hema é minha secretaria, você não deveria invadir a minha privacidade como se o mundo fosse manipulado por você John! Mas afinal, quem você pensa que é?
Você não passa de um viciado dependente de tudo, porque se não existisse otimos escritores nesta sua empresa ela já teria falido.
O seu poder te levou para um fracasso John quando as drogas te dominou,  passando a usar a empresa como escudo para o seu trafico maldito! 
Eu neste momento não vou mais me calar, dentro desta organização eu não estarei mais fazendo o meu silencio. E a partir de hoje, me demito. 
Mas saiba que te destruo se não deixar Hema em paz! Te destruo John, e nem queira pensar em me eliminar porque minhas provas não estão somente aqui em minha mente, caso aconteça qualquer coisa  comigo este segredo será revelado de qualquer maneira. Nem a morte poderá me silenciar!
E dali sai sem nem ouvir suas palavras. Seriam palavras falsas apenas para adiar e acalmar toda aquela minha ira,mas desta vez não me serviria acalmar.
Quando voltei para minha sala Hema já não estava mais. Ela não acreditou em mim, não deu valor para tudo que revelei. Hema não sentiu nada quando a beijei, senão não teria saído, teria me escutado.


Eu sempre evitei sentir o que vinha sentindo, mas descobri que eram sentimentos que não se pode evitar. São sentimentos verdadeiros com desejos incontroláveis, que eu não conseguia mais esconder a mim mesmo.
Hema não entendeu o quanto a amava e assim preferi recomeçar.
Passados dias trancado em minha casa tomei uma decisão, e com minha pequena fortuna recomeçaria minha vida a Londres.
Seria o lugar certo para meu recomeço, Longe de todos que um dia convivi, e distante de Hema conseguiria acalmar meu sofrido coração!
Passei a semana me organizando para a mudança. Coloquei a venda meus quadros valiosos pois não valia a pena transporta-los e a venda imediata serviria para a compra de uma editora que seria minha. Uma Editora toda minha, teria o meu nome! Editora Carl books.
Ali vivia minha irmã que se formou em Oxford e se estabilizou em Londres depois que se casou, montando o seu Atelier expondo quadros importantes juntamente com suas obras. Tinha uma vida serena, era casada com um grande bacharel e havia seus pequenos filhos Thimothy e Arthur, meus lindos sobrinhos.
Ainda fazia caminhadas juntamente com Erick antes de partir e ali revelei todo o meu sentimento, deveria dizer pois afinal era a sua namorada e não queria que me odiasse mesmo sabendo que entre eles não existia mais nada, pois Erick era o único que eu tinha grande afecto, o considerava como um amigo que sempre pude confiar e tinha pena de saber que havia um pai tão sem valor!
Quando falei de meus sentimentos, contei tudo sobre seu pai, o que ele pretendia na verdade com Hema, e pedi que impedisse, que fizesse algo para amparar Hema que neste momento estava transtornada e procurando amparo onde não devia!
Erick ficou assustado com tudo e mais que nunca iria corrigir seu erro, conversando com Hema de sua indiferença.
Mas na semana que me organizava para partir não pude fazer caminhadas, e neste período encontrei alguem para cuidar de Charles até o dia em que o embarquei para Londres juntamente com todas as minhas bagagens para minha nova casa onde meu auxiliar começaria a organiza-la até a minha chegada.
Erick não sabia que iria para Londres e quando soube veio até a mim se despedir. 
- Peter eu sentirei realmente muito a sua falta! Você me ensinou tanto em nossas caminhadas. Sempre gostava das manhas que saiamos, e realmente eu aprendi a ser leal e a fazer minhas escolhas. E sei que não encontrarei alguém para conversar como sempre fazíamos.
- Eu também sentirei sua falta, mas desejaria te rever e quando for a Londres me procure, ficaria feliz em te ver! Te deixo meu endereço e assim não nos perderemos de vista.
- E saiba que farei questão em fazer esta viagem! 
- Erick você conseguiu falar com Hema? Ela não fala comigo desde a ultima vez, sinto uma enorme falta dela. Eu tentei mas uma amiga disse que ela não queria falar comigo.
- Sei que esta vivendo com uma amiga, e que não trabalha mais na empresa de meu pai. Sua amiga me contou que meu pai tentou seduzi-la mas ela conseguiu se defender e nunca mais voltou ao trabalho. 
- Aquele bastardo! Então mesmo o ameaçando como fiz ele não a deixou em paz! Ela deve estar muito mal, me ajude Erick, só você poderia me ajudar.
- Conte comigo, ela não aceita falar comigo mas forçarei um encontro.
E assim nos despedimos e os dias se passaram mas nada mudou, estava pronto para partir, faltava apenas um dia, e minha tristeza era saber que não poderia mais vê-la, que tudo para mim seria um recomeço. 
Minha editora já estava toda preparada com a ajuda de minha irmã e chegando a Londres já teria tudo em ordem para seleccionar um grupo de jornalistas e escritores competentes capazes de criar junto a mim uma revista que fosse o sucesso do momento. 
Neste período de preparação para viagem criei o nome de minha primeira revista e alguns artigos produzidos seriam relacionado ao seu nome. Seriam artigos que ajudariam a pessoas encontrarem soluções em dificuldades cotidianas, fazendo que a própria pessoa tivesse a capacidade de resolve-los. Se chamaria The square world? Mundo quadrado?
Quando chegasse selecionaria novos escritores em que acreditando em seus manuscritos, se tornariam grandes escritores como um dia consegui ser dentro de uma metrópole como New York onde na verdade somos pequenas formigas!


Chegou o dia de meu embarque e a três dias já estava em um quarto de hotel por ter conseguido vender meu loft com tudo dentro. Foi um otimo afari! Vendi em um valor muito acima do que imaginava. A agência de imóveis fez um ótimo trabalho!
Minha bagagem era pequena, não havia mais tanta coisa para levar. 
Sentia saudades de meu cão, meus livros e para dizer a verdade sentia falta também de meu loft, mas o apartamento que iria encontrar era perfeito, todo renovado e decorado da maneira que desejava.
Sentia falta de Hema, sentia muita falta de Hema, às vezes nem sabia como poderia viver sem poder toca-la, sem poder ao menos vê-la por alguns instantes.
Pensei em procura-la e tentar falar que estava partindo, mas seria inútil ela não queria mais me ver! Eu estava completamente triste por tudo. Esta cidade em que cresci deveria deixa-la, isto me magoa porque eu sou uma pessoa que se afeiçoa por tudo que admiro!
Agora Chamo um táxi e vou, não tem mais tempo para desistir. E assim fiz... Chegando ao aeroporto me preparei para o embarque e somente depois de algumas horas que partiria, assim comecei a caminhar pelo aeroporto quando...

Em um outro lugar pela manha Erick tentava falar com Hema. Ficou horas a esperar que ela saísse para o seu novo trabalho. Hema estava trabalhando em um restaurante, foi o trabalho que conseguiu sem poder escolher tanto. Quando saiu Erick a olhou e viu um rosto triste, solitário que o fez sentir culpado por ter agido de uma forma cruel com ela. No mesmo instante a abordou e disse:
- Hema! 
Ela se virou para olhar e se assustou dizendo:
- O que quer de mim? Não quero falar com você, saia daqui!
- Hema por favor eu preciso falar com você, eu preciso me desculpar por tudo e  você deve me ouvir Hema! Ele esta indo embora!
- O que? O que disse? Ele quem?
- Peter. Ele esta partindo para Londres hoje Hema, esta indo para longe e te ama! Aquele homem te ama mais que tudo, só você que não consegue ver!
- Ele me traiu, mentiu para mim, escondeu coisas de mim, não é verdadeiro!
- Ele te protegeu, ele na verdade só queria te proteger por te amar e você tem de fazer alguma coisa porque esta tarde talvez você não poderá mais vê-lo se não for ao seu encontro agora! 
Me desculpe Hema por tudo que te fiz passar, eu te peço desculpas por ter perdido a razão em amar quem não poderia mas aconteceu, eu perdi o controle!
- Erick cale esta boca e me diz onde posso encontra-lo! Onde ele esta?
- Em um hotel, mas daqui a pouco estará no aeroporto. Acho que é melhor irmos direto para la!
- Irmos? Você pretende ir comigo, mas você perdeu mesmo a razão!
- Eu não perderia esta cena por nada deste mundo! E também teria que te ajudar a encontra-lo e comprar sua passagem!
- Minha passagem? Mas eu nem tenho uma bagagem, e meu passaporte?
- Pegue apenas algumas coisas e o passaporte, não podemos perder tempo, anda, vamos!
Correndo ao apartamento ela pega pouca coisa e em uma velocidade máxima conseguimos chegar ao aeroporto. 
O rosto de Hema mudou, havia brilho, muita luz e seu sorriso estava descontrolado! 
Neste momento eu pude ver que ela o amava mais que tudo! Eu consegui fazer com que ela revivesse. 
E depois de conseguirmos uma passagem no mesmo voo pois eu sabia qual seria, começamos a caminhar pelo aeroporto a procura de Peter, tentei chama-lo pelo celular mas estava desligado. 
Isto me deixou furioso, como Peter foi desatento, sabendo que eu estaria por ajuda-lo!
O aeroporto estava cheio de pessoas, não conseguia acha-lo, mas quando olhei para Hema  para dizer em mudarmos de direçao ela o beijava!
Os dois se beijavam...


E assim comecei a caminhar pelo aeroporto quando... Na minha frente uma linda ruiva procurava algo desesperadamente... Procurava Peter, me procurava e quando me viu seus olhos sorriram e eu corri ao seu encontro e a apertei com toda a minha força olhando profundamente em seus olhos dizendo  com uma voz tremula:
- Eu te amo! Eu te amo mais que meu respiro! 
- Peter, sofri sem você! sofria a cada dia quando não pude mais te ver! Eu te amo!


Inglaterra... Estamos felizes aqui, e crescendo a cada dia profissionalmente e nosso amor é sereno do jeito que sempre desejei! 
Quando olho para Hema a vejo perfeita como rosas em um buque! Eu a amo!


Autora: Aymée Campos Lucas

Este Livro de Bolso eu escrevi em quatro dias! Eu gostei do que fiz e me sinto orgulhosa em conseguir escrever um livro com poucos dias. Espero que alguém o leia!

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