Os InVerSos dEnTROoo De MiM!

Seja Bem Vindo em Meu Blog!
Desejo Muito que Possa Apreciá-lo. São Textos e Poemas Escritos Por Mim.
Eu Gosto Muito de Escrever... Na Verdade, Eu Amo Escrever.



terça-feira, 15 de março de 2011

Quem Sou Eu?... Sou Tudo Que Deus Me Deu.


O grito 

Eu sou natureza!
Nasci no meio das plantas
Onde tem montanhas e montes
Onde via grandes horizontes...

Eu sou beleza!
Vivo em meio aos arranha Céus
Buscando alcançar o céu!
Metrópole que me guia
Metrópole que me cria...
Muitas vezes não sei onde vou...
Não sei onde estou.
Vou buscar o que me resta
Dando vida a tudo como uma festa!

Eu sou tristeza,
Ao ver homens suplicar,
Ao ver a dor dominar
Onde lugares que passo
Vejo pessoas frias em um só compasso!

Eu sou firmeza!
Aquele que controla o seu destino
Em grande ritmo como um hino...
Sou dançarino, grande bailarino!

Eu sou a verdade! A mentira!
Eu sou o engano e a pureza!
Eu sou dor e calor!
Sou forte... Sou ira!
Sou grande... Sou pequeno!
Muitas vezes viro veneno.

Quem me suporta
Abre suas portas...
Quem me detesta
Se cala... Não me fala.
Me olha com desprezo
E' isto que dele me resta!

Sou destemido,
Muitas vezes frígido,
Vingativo eu?
Jamais!
Deus sabe o que faz.
Para ser completo
Procuro ser correto!

Verdadeiro, faceiro,
Um jeito mineiro,
Acolhendo incansavelmente,
Quem me ve com bons olhos!
Sou alma boa que ri a toa
Sou grande... Constante
Vou em busca do que Deus me deu,
Como um navegante...

Sou da sorte... Muitas vezes inseguro
Vivo em cima de muro
Busco razão neste mundo de vilão!
Sou Pidão,
Sou Chorão,
Preciso sempre de beliscão:
- Acorda! Sai deste sonho...
Segue outro... Este é medonho!

Sou ilusivo, agressivo...
"Me ensina viver Deus meu!
Quero ser uma coisa só,
Para que ninguém possa sentir dó!"

Sou às vezes vagaroso
Procurando ser formoso
Sou manhoso, carinhoso,
Sou atrito, sou aflito, sou conflito...
Muitas vezes eu grito!
Sou clarão,
Sou opinião...
Acredite em mim ou não?
Detesto ser cruel...
Mas sei lançar meu féu!
Seja amoroso e te darei muito mel!

Sou escritor
Escrevo para vocês tudo isto,
Par mostrar que eu existo.
Eu quero  Gloria!
Quero ser Vitoria,
Quero ser Memoria, 
Quero ser Historia!


Autora: Aymée Campos Lucas
do blog Os InVerSos dEnTROoo De MiM!


Este Poema foi dedicado para um festival do dia da Poesia - Salada Poética do Blog Xipan Zeca... Este é ele, Olhe ele ai:

 
Poxa vida! Mas isto são modos Xipan, justo agora que estava te apresentando?
Faz Favor! 
Ele agora esta com cara de malandro. Macaco saiu da selva e cresceu na capital, me desculpem meu amigos... O Xipan é surpresa o tempo todo, é imprevisível. Pois então, ele é assim! 
Vai la no blog dele para conhecê-lo melhor! Tenho certeza que la, ele perde esta malandragem e vira um sem vergonha!
E eu adoro este Macaco que se chama Xipan Zeca que ao ler o que eu e muitos escrevem, esta fazendo ele virar Cultura... O Bicho ta aprendendo o B A Ba como se deve! O Bicho Ta virando Homem!
Amigos não assustem com ele não viu... Ele parece feinho mas não é! Ele é na verdade bonzinho corajoso e muito alegre e... No final acaba ficando bonitinho, depois bonito, depois bonitão!
Vai la conferir o que eu escrevi: Salada Poetica - I

Obrigada Tatto, Obrigada meu grande amigo do Coração que me deu esta grande oportunidade. Ti Voglio tanto Bene! =Ti quero muito bem! :-D
Che Dio Ti Aiuta! 
Tanti Baci De Aymée

domingo, 13 de março de 2011

Aventura de Louco, Todo Mundo Quer um Pouco - XIII

Onde Nasce uma Paixão

Nossos corpos desejavam aquele momento. A chuva era quente quando tocava em nossa pele! Fazer amor com a chuva era tudo de diferente que um dia pude viver... não existia nada de melhor!
Com o passar do  tempo ouvimos a buzina... era Lucas dizendo que estava chegando, e parecia bem próximo de nós  

Queria sair dali, estava toda molhada... queria ver minha irmã, porque sabia que ela estava preocupada e não demorou muito e nos encontramos. Ela me abraçava com tanto carinho. 

Júnior me pegou no colo por todo o tempo, até chegarmos ao carro, onde partimos para o sitio e comprando os medicamentos no armazém para que eu tivesse uma boa cura, pois, havíamos um programa a seguir e eu não queria perder por nada neste mundo!


E assim, a estória continua...
Segredos... Por que esconde isto de mim? 
Tão belo este amor sem fim!

Quase noite ao chegarmos no sítio... o retorno à casa, depois do encontro entre nós  após o acidente, se tornou tranquilo por todo o tempo. Sentada perto da janela do carro, apoiei meus pés no colo de Júnior, enquanto ele continuava a fazer em mim massagens que tranquilizavam a dor.
Quando chegamos no armazém, Lucas comprou tudo que  precisávamos para usar em meu pé e Elisa, a esposa de seu Filipe, abraçada com seu macaquinho, veio me ver. Ela queria ver o tamanho da gravidade em que o meu pé se encontrava. 
Elisa havia dotes para a cura. Ela, à muitos anos atrás, havia feito um curso com alguns médicos voluntários que circularam por um grande período naquela região. Elisa disse que eles pretendiam preparar muitas pessoas em regiões como esta, para que pudessem amparar doentes que ali viviam. Desde então, primeiros socorros, Elisa era profissional.
Ao ver meu pé, ela tocava, me fazendo perguntas a cada movimento diferente que fazia nele. Perguntava se sentia dor e com estes movimentos, ela pôde notar que não estava quebrado. Lucas havia razão, eu teria que estar de repouso pelo resto da semana e com faixas.
Elisa pegou no armazém um preparo feito com ervas medicinais, me explicando como usar porque assim, aliviaria o inchaço rapidamente. 
Quando agradeci a ela toda a sua atenção e carinho, ela passou a mão no meu rosto dizendo:
- Como você é linda! Augusto, você é um homem de muita sorte!
Elisa já conhecia bastante Júnior... Antes de chegarmos da viagem, eles, Júnior e Lucas, já estavam no sítio e o armazém de seu Filipe era o único lugar movimentado daquelas bandas. Lucas contou que iam sempre ali e jogavam cartas com um grupo de cinco homens que faziam do armazém como moradia.


Pelo caminho à casa, Lucas contava tudo isto. 
Contou que muitos destes homens diziam às suas mulheres que iriam para o plantio e em vez, desviavam caminhos só para estar longe das esposas. Contou também que as esposas gostavam mesmo de usá-los para servi-las de todos os modos em tarefas cansativas, se deslocando daqui e dali, por isso, eles escapavam. Era tudo como uma troca, pois, no tardio da noite, as esposas deveriam servi-los também... esta era a recompensa deles. Muitas vezes, o resultado era gravidez e a família crescia em um piscar de olhos. A falta de energia naquela região impedia de haverem distrações um pouco mais diferente que ir para o leito se distraírem. Em Minas, também havia regiões assim, mas eu particularmente não tinha o privilégio de estar próxima de pequenos lugarejos. Onde eu vivia havia uma grande população... era uma cidade rica de diversões, tanto para adultos quanto para jovens.


"Eu agora estou aqui, não temos energia em casa, mas tenho tanto o que falar que acho que isto seria substituir uma televisão. Não desejo ser uma pessoa que ao viver em um lugar assim, seja destinada a procriar. Para mim isto seria um horror!
Tudo isto é muito estranho para mim. Não sei bem o que pensar, sobre um assunto assim..."
E ali, estava outra volta a imaginar...
"Esta troca de favores em um casal... Como eu poderia interpretar isto? Qual nome posso dar a situações assim? Seria submissão ou cumplicidade? 
Acho que o nome justo seria submissão de ambas as partes. Se fosse cumplicidade, as esposas saberiam todos os passos de seus maridos. Ao contrario, cada um deles desejam obediência, desejam que cumpram com suas obrigações. Sei que para muitas destas esposas, o sexo se torna uma destas obrigações. 
Porque não conseguem ter cumplicidade?
Eu acho que para saber sobre isto, terei de viver com alguém para que eu possa entender melhor a diferença destas duas palavras.
Eu desejo demais que meu relacionamento com um alguém especial, fosse baseado em cumplicidade, mas sei que pra haver isto, deverá ser uma conquista árdua... Os homens são insatisfeitos e carregam dentro de si o explorar, o conquistar...
Eu penso que Elisa, a esposa de seu Filipe é diferente das mulheres daqui. Elisa trabalhava junto com o seu marido, mas cada um tinha seu espaço, sua função. Tudo que ela fazia no armazém era o oposto do marido. Ele governava um bar e restaurante e ela tomava conta do comércio onde tinha de tudo e cuidava também da farmácia... Isto é muito interessante, e penso que é pura cumplicidade!"
Quando olhei Elisa pela primeira vez, notei que sua pele era muito branca. Tinha um jeito europeu de ser, ao se movimentar e também pelos modos cheios de requinte. Ela era muito delicada e linda! Sua altura chamava muito a atenção da gente, mas o que mais chamou a minha atenção em sua beleza, era o contraste, toda aquela mistura... havia sardas por todo o rosto e ombros, exageradamente. Seus cabelos eram ruivos e seus olhos azuis como um vidro! Realmente era muito linda!
Eu fico curiosa para saber, o que fez seu Filipe para conquistá-la? Parecia impossível, pois seu Filipe não era belo! E o seu bigode é extremamente ridículo! Era um bigode que aproximava no pescoço. Como pode ter coragem de se manter com uma coisa feia daquela? Ele é um que trabalha em restaurante, deveria estar com o rosto limpo, sem nenhum pelo. Com todo aquele calor, todo aquele bigode ficaria com um cheiro insuportável... Eu imagino assim.
 Estávamos quase chegando no sitio, faltava pouco e novamente iniciou uma chuva. Não era do tipo de chuva passageira, pois as gotas caiam calmamente. 


Resolvi perguntar a Lucas sobre Elisa. Eu estava muito curiosa e ele era sempre muito informado:
- Lucas, eu reparei que Elisa é muito diferente de todos desta região, será que ela nasceu aqui?
- Eu também reparei isto, vida, ela é mesmo muito diferente!
Falou Letícia também curiosa.
- Vocês estão certas. Ela não nasceu aqui. 
Em prosas que já tive com seu Filipe, ele me contou que pegou Elisa a laço como um boiadeiro e trouxe para perto dele!
- Como assim,  vida? Nossa, que historia!
Eu também não via a hora de saber, e Lucas responde:
- Elisa vivia no Sul do Brasil. Na sua família, os avós e bisavós são holandeses. Seus Bisavós vieram para o Brasil no período da guerra, quando ainda seus filhos eram pequenos e aqui fizeram raízes. Seus avós se conheceram e se casaram, nascendo o pai de Elisa.
Elisa vivia em Santa Catarina e conheceu seu Filipe por um acaso. Se conheceram quando seu Filipe foi em um festival que existe naquela região chamado Oktoberfest e lá viu a linda Elisa. Ele conta que se apaixonou com um só beijo que Elisa o havia presenteado.
Seus pais a tiraram de perto dele, ele dizia que ela era prometida, que seus pais haviam escolhido quem seria o seu marido.  Seu Filipe conta que não teve mais paz, até quando conseguiu falar seriamente com ela . Quando ele conta a história é muito emocionante. Vocês acreditam que com apenas um beijo, ele a pediu em casamento?
- Que loucura, vida! Eu já te beijei milhões de vezes e até hoje nada... será que você não é apaixonado não?
- Amor, eu te amo! Só que não sou louco como seu Filipe.... o homem nem provou a moça!
E se fosse bela, mas sem sabor?
Falou Lucas e eu completei:
- Será o que seu Filipe fez pra que ela tomasse uma decisão assim? Será que arma ele usou?
Júnior me olhou com um ar curioso e perguntou:
- Amor , mas precisa de ter uma arma? E qual foi a minha para chamar a sua atenção?
- Sem duvidas o seu olhar!
Respondi...
- Eu sei qual foi a arma que fez Letícia estar comigo.
Fala Lucas, assim, com um ar irônico.
- Vida, é melhor você nem falar. Não começar. Eu te digo logo, não foi aquela em que você acabou de imaginar.
- E qual foi então?
Letícia não respondeu... deixou mistério no ar.
E assim, o outro mais curioso que Lucas fala:
- O olhar? Porque o olhar? O que você sente com ele?
Achei que Júnior estava se aprofundando demais. Resolvi responder em voz alta:
- O que eu sinto? Quer mesmo saber? Eu fervo! Eu fervo toda... fico muito quente e meu coração acelera!
- Poxa vida, Júnior, sua arma é muito poderosa... 
Fala Lucas e ainda continua:
- Mas amor, eu jurava que a minha arma era o meu sorriso. Agora, você dizendo que não é, esta me fazendo pensar que é aquela outra coisa que você acha bonitinho.
Quanta gargalhada... Júnior não parava de gargalhar... seus olhos estavam cheios d'água. Com dificuldade ele fala:
- Mano, você é demais! Você conseguiu voltar onde você queria chegar. Desse jeito eu vou explodir, cara. 
E olhando para mim falou ainda rindo descontrolado:
- Dona Olivia, acho que você esta mentindo, eu tenho certeza que você se enganou... Não é o meu olhar, eu sei que não! A minha arma é outra coisa e você sabe muito bem o que é. Confessa vai...
- Não... não posso confessar!
Falei para deixá-lo intrigado...
- Eu sei! São meus beijos... Quer ver? Vem aqui..
E começou a me puxar para perto dele, fazendo cócegas. Eu estava já descontrolada, gritava... 
O carro parecia que iria capotar. Então, me joguei em cima dele e o beijo desejado surgiu... realmente era esta a sua arma e ele sabia muito bem!
Que momento feliz... muitas gargalhadas com ele tentando me beijar e eu fugindo dele para provocá-lo! Mas ao beijá-lo sentia dele o mesmo desejo. Acho que esta também era a minha arma!


Chegamos ao sitio... Começamos a nos preparar para estarmos tranquilamente em repouso. Não poderíamos fazer nada do lado de fora, pois, a chuva, pelo jeito, iria continuar por muito tempo. 
Antônio ainda estava no sítio, estava cuidando dos animais e assim, viu quando chegamos. Ele veio para perto de nós e depois de cumprimentar com aquela sua voz rouca, viu que eu havia me machucado. Disse a Lucas que enviaria Cornélia para colocar em ordem coisas que precisássemos, pois, com a chuva ela não poderia fazer quase nada de suas obrigações.
Cornélia era outra mulher muito bonita, mas muito diferente... Ela era uma linda morena, nascida mesmo ali no pantanal. Seu cabelo era longo mas raramente o deixava solto. Depois que a conheci, de tanto que eu insistia, consegui fazer com que ela o soltasse e agora, sempre que vem me ver, o seu cabelo esta solto e muito brilhante. Realmente ela tem uma beleza destacável.
Cornélia conhecia tudo da região.  Nada para ela era mistério, ali. Conhecia passo a passo tudo que de belo poderia existir neste lugar e quando nos falávamos, descrevia lugares de um modo poético, era tão bom escutá-la. Parecia uma cabocla que nada sabia, mas ao contrário, uma das coisas que mais gostava de fazer em seus momentos tranquilos, era ler poesias de escritores famosos como Fernando Pessoa, e Cecília Meireles. Ela conta que quando Antônio vai lhe comprar algum presente, não pensa duas vezes e compra sempre para ela, livros. O silêncio de Antônio, ela supria lendo, como se encontrasse alguém para conversar com ela.
Quando a conheci, fiquei admirada com toda a sua dedicação comigo. Precisei de passar dias em repouso, perdi um pouco de diversão, mas Cornélia não deixava de vir me ver e ficar horas do meu lado a conversar. 
Muitas vezes, Júnior saia com Lucas e as mulheres se reuniam para escutar casos que Cornélia contava. Ela não tinha vergonha de falar o quanto era quente o seu companheiro. Não tinha vergonha de contar sobre como fazia sexo com ele, nos ensinando coisas que eu jamais poderia ter imaginado, coisas que eu só havia visto em livros... acho que ela lia e depois utilizava o que lia, transportando para sua vida a ilusão a transformando em realidade. Eu penso que funcionava muito bem para ela, porque o que pude notar, era que Antônio tinha um fascínio por sua mulher, de tal maneira, que não era do tipo de homem que saia para jogar cartas como os outros... ele tinha mais o que fazer! Ele tinha uma mulher extremamente quente à sua espera e até mesmo em momentos diários, ele encontrava jeito para estar momentos com ela. Acho que na verdade, ele tinha medo de não suprir o que ela desejava e assim, poderia encontrar em outro. 
Cornélia o amava demais... me falou isto várias vezes, falou que jamais o trairia por nada, mas sempre deixava ele inseguro, nunca dava a ele esta certeza.
E quando falava de sua vida sexual com ele! Nossa, ela contava tanta coisa... Do jeito que falava, só faltava fazer sexo no teto de uma casa ou debaixo da cama, pois o resto acho que não faltou nada. Ela nos fazia rir demais com suas histórias exageradas, histórias ricas em gritos, gemidos e suspiros...
Quando estávamos a falar, ela dizia que eu e minha irmã poderíamos estar tranquilas em relação ao amor e poderíamos aproveitar muito da situação, pois os dois namorados estavam mesmo apaixonados.


E assim, se passaram alguns dias, quando pela manhã Cornélia ao limpar o meu quarto, encontra algumas folhas dentro de um cesto toda amassada e me pergunta: 
- Você andou escrevendo? Se sentiu solitária ontem, depois que fui embora?
- Na verdade, passei toda a tarde dormindo, me senti mal e com frio Cornélia.
- Talvez fosse febre. Você está muito parada, deverá se levantar um pouco, andar na cozinha... isto te fará bem. Mas então, que escritos são estes?
Disse Cornélia...
- Me deixa ver? Que estranho... ontem Júnior ficou comigo por toda a tarde, me pedia carinho, mas eu dormi. Não conseguia ficar acordada... Talvez, foi ele quem escreveu. O que será que ele escreveu?
- Abre, vamos ver!
Neste momento quando eu estava abrindo para ler, Cornélia encontra um pequeno caderno e me diz:
- Veja só o que tinha debaixo do travesseiro dele!
E me mostrou uma agenda toda escrita por ele.
Quanta vontade de ler eu senti, mas poderia ser errado. Eu já estava errando demais e caso ele descobrisse, não me perdoaria. O que fazer? 
Iniciei a abrir os papeis amassados, e ao ver pedaços de frases do tipo:
"Amor, sinto que realmente encontrei o amor que tanto desejei um dia"...
Precisava ler... Por que ele esconde segredos assim, de mim? Um sentimento deste deveria dizer para mim!
Pedia a Cornélia para estar perto da janela, para vigiar caso eles voltassem e comecei a ler aquele seu diário, que eu violei... 
Quanto estava errando... Eu sei!


Quando lia, eu sentia a sua presença. Parecia que sentia seus dedos escrevendo para mim. 
Então falei para Cornélia me sentindo culpada:
- Cornélia, eu estou errando... Talvez ele me mostraria ou poderia me falar... Talvez tudo isto fosse um ensaio para ter coragem de se abrir... Agora, eu estou violando algo que quando ele me falar, não será mais surpresa. Mas eu vou ler, eu vou, não resisto... Claro que vou! 
E se ele nunca me falar o que escreveu? Por isso que eu vou ler.
- Anda logo, Olivia, para de se culpar! Diz logo o que tem aí dentro.
- Calma... Parece que você está mais curiosa do que eu!
- Ele pode chegar a qualquer momento e você não vai conseguir ler...  Eu estou curiosa sim, pois raramente a gente pode entender um homem, pois, a maiorias são sempre misteriosos. Não vê, olha ai! Se não fosse este caderninho encontrado, você jamais poderia entender a mente dele. 


Sabe Olívia, uma coisa como esta, eu queria na verdade que acontecesse comigo... Como eu queria encontrar coisas escritas por Antônio. Aquele ali, parece que nasceu com o pensamento em roça e a boca colada, só abre para comer e me beijar... E que beijo... O beijo do meu homem é bom demais!
- Não mais do que de Júnior, tenho certeza que o dele é melhor. E agora me deixa ler, esteja em silêncio e controla bem lá fora.
- Lê em voz alta, eu quero saber!
- Cornélia isto é muito intimo, depois te falo mais ou menos o que estava escrito. Agora quero sentir sozinha o segredo dele.
- Tudo bem, você tem razão, Olívia. Então, me dê estas folhas que eu vou jogar fora, enquanto você lê o livro.
- Cornélia! Não faz a esperta comigo... Mas você é impossível!
- Pelo ao menos as folhas, que te custa?
- Deste jeito, quando eles voltarem eu ainda não li nem a primeira página. Vai pegar um pedaço de bolo para nós... eu queria também um café quente, igual aquele que você fez ontem. Faz para mim, Cornélia, eu adoro aquele seu café. Tem um sabor inigualável.
- Amiga linda! Eu adoro você... vou fazer sim aquele café, mas depois quero tanto que você me conte o que tem escrito ai, por favor!
- Eu vou te contar sim... Esteja tranquila!
Falei com carinho...
Cornélia estava muito atacada à mim... Na verdade, eu acho que ela estava adorando estes momentos. Ela se libertou ao meu lado, tem alguém com quem falar. Antes, pelo que deu para observar, é que Antônio não gosta tanto de prosa, então, deveria estar sempre muito sozinha. 
Seu filho tem apenas dois anos e é dele que ela se ocupa todos os dias. Já sei que ela gosta muito de ler, gosta também de costurar e seus vestidos são todos feitos por ela mesmo. Sei que é uma grande pescadora, e que os peixes que ela pesca são grandes. 
Nestes dias em que ela está praticamente todas as manhãs ao meu lado, ela deixa seu filho na casa de sua mãe que também mora nas redondezas. Foi assim que ela conheceu Antônio. Ele trabalhava aqui e ela fugia de casa para cozinhar para ele, fazer café... Ela gostava de cuidar dele mas... depois de preparar as merendas, ela andava lá no meio da plantação e vendo Antônio, ela o provocava de um modo que ele não resistia, até se deitarem pelo chão e ali mesmo faziam tudo que desejavam. 
Esta é só uma de suas loucuras que contava para mim e Letícia. Eu adorava escutar!
Quando ela foi para a cozinha, me deixando tranquila em meu quarto, retornei a leitura e... Cada linha lida, sentia suas mãos escrevendo para mim... Única imagem que eu via era ele sentado, sereno a imaginar o que escrever... Talvez tudo saía de sua mente com muita facilidade. Muitas vezes, escrever é mais fácil do que falar.


Você, meu amor, está dormindo profundamente por toda à tarde e a chuva lá fora não vai ter fim por um bom tempo... Então, o que me resta é escrever para passar as horas que mais parecem infinitas quando você não está falando e sorrindo para mim. Por onde iniciar tudo que estou pensando? Tenho tanta coisa para falar!
Nunca fui bom nisto, a caneta não coloca os meus pensamentos em ordens, mas hoje, vou tentar... Mas, não estou escrevendo para mim. Estou escrevendo para você, meu amor... 
Olívia, eu sinto que realmente você é  o meu amor! 
Enquanto você dorme, eu te aprecio o tempo inteiro. Eu já conheço todos os traços de seu rosto, cada detalhe que vejo, mais eu amo! Nem sei realmente se posso chamar o que sinto de amor, porque penso que nunca amei. Sei o que é gostar muito de uma pessoa, mas não era amor. Só sei que venho sentindo tudo diferente... Sim, é completamente diferente do que um dia eu senti. Sinto tudo em mim mais ativo, mais forte. Sinto necessidade de estar ao seu lado.
Meu Deus, como você é linda, Olívia e também muito inteligente e forte! Sempre quando te observo, te vejo com os seus olhos direcionados, parece que sabe o que quer e isto para mim é admirável. Além de te ver tão linda, eu te admiro com este seu modo de ser. Toda tímida e muitas vezes, temperamental.
Eu queria poder falar de mim para você, contar a você sobre tudo que um dia vivi, tudo que em minha vida aconteceu, mas, eu temo, muitas vezes, penso que seria cansativo e você não veio de tão longe para ouvir lamentos e revelações.

Autora: Aymée Campos Lucas
Aventura de Louco, Todo Mundo quer um Pouco
Capitulo 13 - Primeira parte
Todos os direitos reservados
Segue capítulo 13 -Ultima parte 


Para quem desejar ler o inicio do meu livro, este é o Link:


Capitulo 13 quase pronto. Dará continuidade em uma próxima postagem, onde esta carta terá continuação com uma revelação profunda de Augusto Júnior... 
Teremos o Augusto Júnior revelando parte de sua vida em uma carta que Olivia vai ler e se surpreender. Será que ela vai esconder isto dele depois do que havia feito antes? Aguardem.



quarta-feira, 2 de março de 2011

Aventura de Louco, Todo Mundo Quer um Pouco - XII

Onde Nasce uma Paixão

Sou dramática, sofro por pouca coisa, mas não gosto de construir dramas...  quanto menos drama puder existir em minha vida, eu prefiro. Se algo não estiver me deixando feliz, eu falo no mesmo instante, eu faço desaparecer. Falo, esclareço... doa a quem doer! E Júnior é diferente de mim neste sentido, ele se cala"...
Tudo estava organizado e nos preparamos para partir. O silencio dominava... o meu retorno, por toda aquela trilha, não foi nada agradável, até o momento em que, estando muito distraída, machuquei o meu pé.
Neste momento, tudo mudou!
Capítulo 11
E assim, a estória continua...
O que uma chuva não faz? 
Ela lava tudo e traz muita paz!

Imaginem... era uma estrada longa que nós tínhamos de percorrer e a cada segundo dela, eu queria a atenção dele, mas ele me evitava, ficando do lado do Lucas enquanto eu, disfarçadamente, demonstrava contente ao lado de minha irmã... Impossível estar contente. Eu queria era esmagar Lucas por não saber calar a sua boca... Muitas vezes eu o olhava profundamente mas era inútil, ele me evitava e continuava a falar coisas à Lucas como se eu nem estivesse ali...


Porque ele faz assim? Comecei então a pensar...
"Eu sei que eles são amigos fieis, mas será o que eles poderiam ter falado sobre mim que o deixou tão rude?
Eu sei que isto que fiz não foi o justo... Estávamos ali na barraca em um momento tão sereno... Se eu tivesse respondido à sua pergunta naquele momento, ele iria se chatear um pouco mas entenderia que eu não tive culpa nenhuma em receber este tipo de notícia... O importante era ter esclarecido. 
Se ele não tivesse perguntado, eu poderia ficar calada, mas ele me perguntou. Este é o problema! 
E agora o que faço para que ele se acalme? Já tentei de tudo... Eu o olho e quando ele me olha, não tem brilho e sim um rosto frio querendo dizer: "Espera, depois a gente se fala"... 
Quando eu dou um sorriso, ele me olha rígido em vez de sorrir e não se aproxima. Olha sempre com aquele mesmo semblante: "Depois a gente se fala! "Assim não tem como me aproximar.
Quero ver depois... Pois se ele continuar assim, eu perco a paciência e faço o mesmo que ele, como se dissesse a ele: Nem vem que não tem... Agora é tarde demais!
Letícia por todo o tempo que está aqui não brigou nem uma vez, e eu só entro em confusão! Mas é claro que não brigam, já estão a mais de dois anos juntos, então se conhecem demais e quando brigam logo se esclarecem...
Eu e Júnior estamos nos conhecendo e vendo nossos defeitos. 
Mas esta coisa que fiz não é defeito meu e sim de minha irmã... Eu não sou uma que gosta de mentir ou omitir nada... E ele está pensando que eu sou assim!
Queria a sua atenção, o seu abraço mais que tudo! Eu aqui sozinha estou me sentindo a sua princesinha abandonada!




Mas porque eu fui escutar a minha irmã? Eu sou mais velha, sou eu que deveria saber pensar melhor! Ela ainda está aprendendo coisas que eu já havia aprendido... 
Mas do que eu estou falando? Que pensamento mais errado este! Claro que uma idade mais avançada, não faria alguém saber mais que uma pessoa mais jovem... De onde eu tirei esta idéia? 
Devo é estar ansiosa, para inventar tantas desculpas sem sentido! 
Por tudo que eu já li em minha vida e filmes que vejo, pude perceber que muitas vezes um ser mais velho pode não ter aprendido nada da vida, enquanto um de apenas quinze anos já viu tanta coisa e sabe lidar com tudo que é de diferente nesta vida...
Que lugar estranho para caminhar! Eu aqui a passar por esta trilha, a cada passo que dou me vem um pensamento estranho, por não poder estar do lado dele! Eu fico com a minha imaginação à flor da pele.
Todos estão a falar e eu não consigo seguir a conversa, não consigo escutar nada do que dizem... Já falaram de animais daqui, falaram do armazém e eu pisando nestas pedras todas desordenadas e que me machucam o tornozelo eu só penso de procurar uma idéia para chegar nele... 
Que vontade de chegar perto dele, e sem pensar muito, falar na frente de todos bem assim:
Porque você não abre o jogo Júnior, isto que você está fazendo cansa qualquer ser humano. Daqui a pouco nem precisa mais dirigir qualquer palavra a mim que eu não quero saber mais de você! Basta Júnior, estou cansada de viver relacionamentos tumultuados, eu quero paz e se você não pode me dar e nem quer falar o que está sentindo, então me esquece! Me esquece ouviu? Não olha mais para mim! Chega! Tá pensando o que?Que eu estou aqui para ser sua escrava e quando você quiser fazer pirraça eu vou ter de esperar? Pois fique sabendo que eu não sou destas mulheeererrees"
- Ai! Ai meu pé! Meu Deus esta doendo demais! Droga de pedra! Ai ai... Me ajuda Letícia!
- Como você conseguiu fazer isto?
Perguntou Letícia correndo até a mim preocupada... 
Eu estava esticada no chão com a barriga para baixo e a ponta do tênis agarrada em duas pedras, com o risco de ter quebrado o meu pé!
- Eu estava distraída Letícia. Eu fui olhar para uma árvore, não reparando o chão! 
Ai, ai  está doendo demais!
"Na verdade eu não estava olhando para nenhuma árvore... Eu estava era no mundo da lua!" 
Todos se aproximaram e ele suavemente me toca e diz:
- Amor, calma! Fique calma... Eu vou tirar o seu pé bem devagar, não mexer por nada, porque ele está muito preso... Fique calma, eu estou aqui tudo bem?
"Que lindo! Ele estava ali. O meu amor o tempo todo estava ali, e eu sabia! 
Sempre soube e nunca tive dúvida que ele era protetivo por demais. Ele se preocupa e quer cuidar com carinho... Foi só me machucar que ele deu sinal de vida, novamente para mim... Acho que Deus ajudou desta vez... Porque andei tendo alguns pensamentos vingativos demais. 
Será que ele me perdoou? Agora depois de tudo poderemos nos falar, eu não vejo a hora disto acontecer."
- Amor, dói muito! Cuidado...
Falei assim para chamar mais a atenção dele... Estava doendo sim... Só que era suportável, mas eu tinha de fazer um pouco de drama para que ele sentisse que não era hora de estar brigando comigo.
 Mais uma de minhas táticas para subornar um amor! 
"Minha nossa eu sou mentirosa também... Me perdoa meu Deus é por uma boa causa!"
Ouvi ele dizendo carinhosamente...
- Eu sei. Me desculpe por estar longe de você... A culpa, um pouco foi minha...
- Amor, o que aconteceu...
Psiu, não falar, amor... Silêncio. Depois a gente conversa sobre isto. Me deixe tirar o seu pé.
Lucas do lado falou:
- Tenta girar por um outro ângulo, talvez consiga sair.
- Meu amor... Assim você sente dor?
- Sim, está doendo muito!
Respondi dengosa...
- Eu vou tentar arrancar a pedra, acho que seria o melhor a fazer! 
Lucas, se mexermos no pé dela, pode quebrar. Me dá aquela corda, vou encaixar aqui nesta ponta da pedra. Espero que a pedra não esteja tão profunda. 
Comentou Júnior tomando suas decisões...
- Acho que não! Veja Júnior... Ela está até balançando. 
Falou Lucas ao observar a pedra.


A trilha era cheia de pedras e muitas vezes tinha riachos, e no meio de tudo isto muito espinhos. E eu me agarrei em uma destas pedras quando ao caminhar,  não prestei bastante atenção onde pisava. Eu só pensava em encontrar uma solução para todo aquela indiferença de Júnior, que estava me corroendo dentro!




Letícia falou: 
- Olivia, como você foi olhar para cima com um terreno como este?
- Eu ouvi um barulho forte e olhei. Letícia, eu não tenho culpa, foi um acidente.
- Amor, esteja calma... Letícia deixa ela relaxada, não falar com ela porque estamos quase conseguindo.
E passado alguns instantes, ele fala:
- Pronto! Saiu...
E assim me girei para olhar e... O olhei e sorri, mas mesmo assim ele ainda estava muito sério, mas me chamava de amor, então teria como acertar o meu erro!
Ele falou todo protetivo e preocupado. Que saudade já estava sentindo dele, de sua atenção. Descobri naquele instante que ele me fazia muita falta... Descobri que realmente ele estava se tornando importante em minha vida e não queria estar sem a sua presença ao meu lado.
E comecei a pensar...
"Vou conversar de tudo com ele. Vou mostrar as razões de ter agido assim e dizer o quanto ele para mim era já importante. Mas sem exageros para que ele não fique tão convencido de seu poder sobre mim!" 
Meus pensamentos foram embora quando ouvi a sua voz me dizendo:
- Amor, tenta se levantar. Veja se consegue caminhar.
- Está doendo muito! Não consigo firmar o meu pé.
- Lucas é melhor que ela não faça força com o pé. Falta muito para chegar no carro?
Perguntou Júnior preocupado.
- Não... Acho que falta menos de um quilômetro...
A caminhada era longa, mas já havíamos percorrido quase tudo e Lucas conhecia muito bem o caminho. Ele continuou falando e deu uma sugestão:
- Vamos fazer assim... Eu e Letícia vamos na frente para pegarmos o carro, tentando aproximar o máximo daqui.
Aproveite este tempo e faça massagem no pé dela. 
Falou para Júnior e depois me olhou continuando a falar:
- Depois que Júnior massagear seu pé Olivia, experimenta caminhar apoiando em Júnior. Eu vou buzinar para mostrar onde será impossível seguir.
Assim balancei minha cabeça concordando em fazer o que ele ordenou.
Letícia estava muito preocupada. Quando a olhei, vi seu rosto com um semblante de medo. Não falei nada, mas sentia que ela estava mesmo muito diferente...
Lucas continuou falando:
- Vou marcar no relógio o tempo a partir de agora. Penso que daqui a duas horas estaremos de volta.
- Lucas, mas você vai me esperar no carro?
Perguntou Júnior, para que tudo corresse tranquilo e sem nenhum erro.
- Não Mano, claro que não! Vou buzinar somente para dizer que estou chegando. 
Quanto transtorno estava causando. Poderíamos estar chegando no carro a esta hora e partindo para o sitio. 
Falei um pouco envergonhada com o que causei.. Não estava mais querendo esmagar Lucas... ele estava sendo muito carinhoso  e dedicado. Todos nos éramos muito unidos, para dizer a verdade.
- Talvez até lá, eu melhore e consiga caminhar.
- Não sei... Acho que teremos de passar no armazém e comprar algumas faixas e remédios para a dor. Seu pé estava muito encastrado, sofreu danos. Para poder melhorar logo, teremos de fazer assim senão nada de passeio na Chapada dos Guimarães. Deverá estar por todo o final de semana em repouso.
- Vida, no armazém tem remédios?
Perguntou Letícia... 
Ela realmente estava tensa. Depois conversaria com ela para tirar toda aquela preocupação. Minha irmã sofre quando algo acontece com outras pessoas. Eu a conheço demais e sei disto. Coisas que acontecem com ela, ela sempre se mostra forte mas se é com alguém da família ela se alarma mais que tudo!
- Amor, no armazém tem de tudo, não se preocupe... Ainda é cedo e conseguiremos encontrar o armazém aberto.
- Lucas deixe tudo aqui... Leve somente o necessário como água, chave, o que acha!
- Mas se eu fizer isto você não consegue caminhar com ela apoiada em você. Acho que devo levar o máximo que conseguir. 
- Verdade, você tem razão!
E assim eles foram deixando apenas água, algumas merendas, um travesseiro com um lençol e uma mochila. Minha irmã sofreria carregando coisas que antes não carregava. Fiquei muito nervosa e preocupada. O caminho era difícil e ela se cansaria. Se pudéssemos estar juntas e eles partissem, seria melhor para ela, mas era muito perigoso para nos duas estarmos sem a presença deles.
Quando ela se foi fiquei triste... Ela se despediu com um beijo no meu rosto e disse eu volto logo!

 

Não via a hora de poder estar em seus braços novamente... Tentei quebrar um pouco o silêncio que reinou quando ficamos sozinhos... Eu estava muito feliz de ter tido a oportunidade de estar com ele a sós, apesar de ser de um modo não tão agradável, mas pelo ao menos assim ele me daria novamente a sua atenção.
- Me desculpe Amor por tudo! Não queria causar tantos problemas e em vez... Olha só o que eu combinei.
- Amor, você não tem culpa, esteja tranquila foi um acidente. Devemos é agradecer a Deus de não ser nada mais grave, isto sim. 
- Mas eu não estou falando disto... Estou falando de minha omissão. Eu sei o porque que você se calou e me evitou...
- Você mentiu para mim!
- Não amor, eu não menti... Tudo que te falei nesta manhã é a pura verdade. Eu apenas omiti uma coisa que minha mãe disse, porque não queria demonstrar a você algo que te trouxesse insegurança.
- Por que? Eu a todo tempo estou me perguntando o porquê desse segredo? 
Porque se você ainda o ama, ainda pretende vê-lo e refazer todos os seus desencontros com ele, então faça, não se prenda a uma aventura para depois não poder estar com ele. Você o ama?
- A questão não é se eu o amo! A questão é retornar a viver com alguém que me desprezou, me fez sofrer... Você acredita que uma pessoa depois que te faz tanto mal, pode novamente adquirir total confiança?
Eu não conseguiria mais olhar para esta pessoa, a cada dia, sem lembrar disto. Então eu não o amo mais! Porque se ainda o amasse eu faria de tudo para tudo dar certo e agora, eu não quero mais, mesmo antes de te conhecer! 
Minha mãe quando falou sobre isto, na mesma hora pedi que ela transmitisse a ele que não me procurasse mais, que seria inútil!
- Então porque... Me diz, porque então mentiu para mim?
- Para dizer a verdade, eu pensei que seria melhor não falar porque estamos nos conhecendo, e isto poderia transformar em problema... E olha só, eu estava certa. Você está pensando que eu ainda o desejo, e disse que entre nós é somente uma aventura. Tudo bem  se é apenas uma aventura, eu não me importo e não vou exigir nada quando formos embora daqui, mas quero que saiba que para ele, eu jamais voltaria. Posso não estar com você, depois que partimos, porque sei que moramos em lugares distantes, mas jamais te esquecerei... Sentirei uma enorme saudade de você, sentirei sua falta a cada dia que estivermos distantes. E se um dia puder te encontrar, seria tudo que eu mais queria, neste momento...
Eu não menti, não sou uma pessoa que mente, principalmente quando se trata de sentimentos. Eu apenas omiti, mas sei que omissão também pode causar danos irreparáveis, e se você não conseguir mais confiar em mim, então, penso que o que você deve fazer é realmente afastar de mim. Eu vou entender.
Me desculpe por ter agido errado. 


Depois de tudo que falei para ele, ele deu um suspiro muito forte, como se estivesse se sentindo aliviado, mas não me beijou... Não me abraçou. Apenas me olhou profundamente e mudou o assunto se preocupando com o meu pé.
"Por que ele é tão rude? Ele é rude consigo mesmo... Poderia naquele momento me beijar, mas não, ainda cultiva incertezas dentro de si."Começou a massagear o meu pé e falou:
- Ainda doí muito?
Eu sacudi a cabeça dizendo que sim,. Queria seu beijo, mas não insisti... Teria todo o tempo disponível para conversar, tentando  compreender as suas razões  e esperar que ele possa compreender também as minhas. 
Meu pé estava aumentando a dor e estava mais inchado. Deveria mesmo usar faixas para melhorar.
Júnior fazia massagens carinhosamente... ele cuidava de mim como se nada tivesse acontecendo, mas estava ainda calado. Comecei a comer uns biscoitos waffer que tinha na mochila e fiquei bem quieta. 
Ele me olhou e falou:
- Me dá um biscoito?
Então, fiz chantagem e respondi:
- Só se você me beijar!
- Como posso ter raiva de você? Você é a minha tentação... o meu biscoito mais gostoso, a minha delicia preciosa!
- Que declaração linda, mas o biscoito eu só te dou se você me beijar! Não adianta conversa fiada não... Vem, me beija!
Sem que menos esperássemos, estávamos atacados um ao outro! Ao improviso uma chuva de verão iniciou... Não havíamos notado que o céu tinha se fechado. A chuva veio para nos dar prazer e alívio, pois junto com nosso beijo, ela lavou e fez partir toda aquela agonia que tínhamos vivido momentos atrás! 
Nossos corpos desejavam aquele momento. A chuva era quente quando tocava em nossa pele! Fazer amor com a chuva era tudo de diferente que um dia pude viver... Não existia nada de melhor!
Com o passar do  tempo, ouvimos a buzina... Era Lucas dizendo que estava chegando, e parecia bem próximo de nós! 
Queria sair dali, estava toda molhada... Queria ver minha irmã, porque sabia que ela estava preocupada e não demorou muito e nos encontramos. Ela me abraçava com tanto carinho...
Júnior me pegou no colo por todo o tempo, até chegarmos ao carro, onde partimos para o sitio e comprando os medicamentos no armazém para que eu tivesse uma boa cura pois havíamos um programa a seguir e eu não queria perder por nada neste mundo!

Autora: Aymée Campos Lucas
Aventura de Louco, Todo Mundo quer um Pouco
Capitulo 12

Todos os direitos reservados
Segue capítulo 13 


Para quem desejar ler, este link é o inicio de meu Livro:


Eu gosto muito de escrever esta Aventura... E toda vez que falo da irmã de Olivia, eu penso realmente em minha irmã Fabíola. Quando terminar o livro, farei uma dedicatória para ela. Pensar em minha irmã é muito bom! 
Eu a amo por tudo que ela é e tudo que um dia conquistou!



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...